[relato] 12 dias na Bolívia (via Campo Grande/MS) – Jan/2014

Quase um mês depois de partir, estou aqui para compartilhar mais um relato com vocês; dessa vez, falando sobre o meu mochilão pela Bolívia. Inicialmente, eu ia sozinha. Mas, depois de montar o roteiro e ler muito, decidi procurar companhia nos grupos de viajantes das quais eu faço parte. Nisso, resumindo bem essa busca, conheci 3 pessoas incríveis no Mochileiros.com que me acompanhariam nessa.

Arrumei as coisas e fui. Mesmo não falando espanhol, não falando inglês, mesmo com um pouco medo. E agora, depois de 12 dias maravilhosos, deixo pra vocês o meu imenso relato – com muitos detalhes, fotos e gastos. Agradecimento especial a todas as pessoas que postaram suas experiências e dicas (incluindo a Thais e o Cisman, que trabalham comigo!).


Além desse post, me senti tão inspirada, que escrevi um texto sobre essa experiência: como se (ll)ama, bolívia.
Espero que gostem disso tudo e se sintam motivados e inspirados. Qualquer dúvida, sugestão o reclamação, estou a disposição!

Como o relato tá bem grande, e pra facilitar, criei um menu rápido:

Antes da Viagem | Bolívia – Informações ÚteisDiário de Viagem | Links Adicionais | Fotos | Planilha (todos os valores)

 ANTES DE VIAJAR

DOCUMENTOS E VACINAS

Para entrar na Bolívia não é necessário ter Passaporte. Se você tiver, pode utiliza-lo (facilita bastante as coisas), mas somente o RG (com menos de 10 anos de existência) já é suficiente.

Além disso, você precisa ter tomado a vacina da Febre Amarela, no mínimo, 10 dias antes da viagem e ter o Certificado Internacional de Vacinação. Em nenhum momento da viagem me solicitaram esse certificado; mas, para uma amiga que foi de avião de SP direto para Santa Cruz de La Sierra, eles pediram quando ela chegou no Aeroporto de lá. Além disso, em algum momento de viagem (em rodoviárias, aeroportos etc), a polícia pode solicitar e, se você não tiver, as coisas podem ficar feias.

 

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– VACINA

Procurei na internet por locais onde eu poderia tomar essa vacina e encontrei  esse site que dizia que existia um posto nas rodoviárias do Tietê e Barra Funda, mas fui até lá e ambos não funcionam há mais de 4 meses. Acabei encontrando essa página, onde há uma lista com vários lugares que aplicam a vacina. Incluindo o Ambulatório da Criança no centro de Guarulhos (minha cidade), onde eles aplicam na hora – basta ir com a carteirinha de vacinação (aquela mesmo de quando eramos crianças) e tomar. Fiz isso e tudo não demorou nem 15 minutos.  O horário de funcionamento desse ambulatório é das 07h30 até as 18h (não sei se funciona aos sábados e domingos).

– CERTIFICADO

Para emiti-lo, efetuei o cadastro no site da ANVISA (não é obrigatório, mas te adianta um tempo) e fui até o posto deles no Aeroporto de Guarulhos. O atendimento acontece de segunda à sexta 08 às 17 h 2ª a 6ª feira e para emitir o CIV, não gastei nem 10 minutos. Só fiquei triste porque a moça que me atendeu me disse que o Ambulatório, onde eu tomei vacina, também emitia o CIV. Ou seja, eu não precisaria ter ido até o aeroporto.

+Infos: Mundo dos Vistos | Portal Consular | Hospital das Clínicas | Lista de postos da ANVISA pelo Brasil

ARRUMANDO A MALA ⇑ Voltar 
Peso Total: XXX Kg
Peso Total: 8,5Kg (na ida) / quase 10Kg (na volta)

Essa foi a primeira vez que viajei com essa mochila: uma Yin’s, 80L que comprei na MegaDuck (via Mercado Livre): grande e resistente, além de ter vários bolsos, atendeu às minhas necessidades.

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Sobre os itens: a cada viagem que eu faço, tento diminuir um pouco o tamanho e peso da minha mochila, afinal, carregarei ela por toda a viagem. Além do que, mochilas muito grandes chamam muita atenção, te impedem de correr (no caso do seu ônibus estar partindo) etc.

Dica: repetir roupas é normal, a futilidade fica pra trás (por exemplo, secador de cabelo (???)) e roupas práticas e leves e que possam ser usadas tanto no frio como no calor (por exemplo, um vestido que, no frio, pode ser associada à meia-fina) são peças coringa. No caso de uma viagem muito longa (+de 20 a 30 dias), considere lavar suas roupas na mão ou numa lavanderia.

Enfim, minha lista:

Roupas

– 1 jaqueta de couro
– 2 blusas de frio (1 lã e 1 casaquinho leve)
– 1 colete corta-vento
– 1 segunda pele
– 1 meia grossa
– 1 calça de moletom (vou vestindo) + 1 legging
– 2 camisetas (+1 que vou vestindo)
– 1 saia
– 1 shorts
– calcinhas, meias, lenços, gorros etc
– 1 chinelo + 1 tênis (que já vai no meu pé!)

Outros

Câmera + pilhas + carregador: nunca ficam de fora!

– toalha de PVA: (essa eu descobri aqui) o achado do ano!! diferente da de microfibra, funciona levemente úmida. útil demais e valeu cada centavo; mesmo sendo pequena, absorve muito bem a água do corpo todo. Paguei R$36 na Centauro.

Outra dica, pra economizar espaço e diminuir peso, é levar uma toalha de rosto ao invés de uma grandona 😉

Toalha PVA
Embalada

Aberta


itens de higiene, incluindo:

– lenços umedecidos: já que não sabia a frequência de banhos; foram muito úteis.
– 2 rolos de papel higiênico: li que em muitos lugares, inclusive em hostels, não há papel;
– soro: para pingar nos olhos e nariz que ressecam facilmente; quase não usei.
– protetor solar + protetor labial; usei muito!

– óculos escuros;

cobertor de microfibra: não ocupa tanto espaço e é leve; todos os hostels em que fiquei ofereciam vários cobertores, mas foi muito útil principalmente nos meios de transporte e no dia em que “dormi” na rua.

travesseiro inflável: ótimo para as viagens noturnas de trem e ônibus; muito leve; mas, a única vez em que usei foi no avião, voltando pra SP – eliminaria de boa esse item da lista =)

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mochila pequena: peguei emprestada a mochila da minha irmã pra poder levar comigo coisas como câmera, água etc durante os passeios; muito útil!

– capa de chuva: uma para mim e outra para a mochila (que na real, era um saco plástico). Como li que em janeiro chove muito na Bolívia, achei melhor ir preparada. Mas, a natureza tão boa que choveu somente uma vez durante a viagem (em Uyuni) e nem precisei usar as capas.

Ps. eu queria ter comprado uma capa decente pra mochila, mas deixei pra última hora e não encontrei nas lojas físicas (e via internet demoraria 10 dias pra chegar em casa). Pra 2014, fica a promessa: comprar essa da Náutika, de R$25.

+Infos: Mochileiros.com

BOLÍVIA – INFORMAÇÕES ÚTEIS ⇑ VOLTAR

TEMPERATURA

Janeiro é o mês em que mais chove e, em alguns lugares, faz muito frio. Choveu pouco (como disse, somente em Uyuni) mas fez um frio relativamente forte durante alguns dias, mas nada abaixo de 0ºC.

Muitas pessoas foram preparadas com sacos de dormir (porque a noite no Salar de Uyuni, por exemplo, faz bastante frio). Como minha mala estava bem pesada e me disseram que em alguns lugares é possível alugar sacos de dormir, tirei esse item da mochila.

+Infos: Cabostral | Clima de Viagem

CÂMBIO

A moeda utilizada lá é o Boliviano. A cotação mais alta que encontrei foi na fronteira (com os ambulantes de lá) e na rodoviária de Santa Cruz de La Sierra: R$1 x 2,7 bolivianos. Mas, durante a viagem, encontrei por 2,3/2,5 e, na maioria das vezes, 2,6 Bs. Já o dólar tava aprox. 6,9Bs.

Dicas: se estiver num grupo grande, tente negociar o valor do câmbio. se encontrar uma cotação muito baixa, pesquise em outras casas. redobre a atenção ao trocar dinheiro/sair da casa de câmbio. cuidado com as notas falsas. eles quase nunca aceitam notas rasgadas. use doleira, mas mesmo assim distribua o dinheiro pelas mochilas e na meia.

TOMADAS ⇑ Voltar 

Nenhum problema com essas, são iguais as do Brasil.

+Infos: Dicas e Turismo

FUSO HORÁRIO ⇑ Voltar 

Em relação ao horário de Brasília, a Bolívia tem uma hora a menos de diferença. No horário de verão, são duas.
Ou seja, se agora são 17h aqui (no horário de verão) lá são 15h.

Veja o horário atual na Bolívia.

SOROCHE OU MAL DA ALTITUDE ⇑ Voltar 

O mal da montanha (doença das alturas) é um problema provocado pela falta de oxigênio nas grandes altitudes; […]
À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica baixa e o ar, menos denso, tem menos oxigênio. Esta diminuição na quantidade de oxigênio afeta o corpo de várias maneiras: aumentam o ritmo e a profundidade da respiração, alterando o equilíbrio entre os gases pulmonares e o sangue, aumenta a alcalinidade do sangue e altera-se a distribuição de sais como o potássio e o sódio dentro das células. Como resultado, a água distribui-se de forma diferente entre o sangue e os tecidos. Estas alterações são a causa principal do mal da montanha. A grandes altitudes, o sangue contém menos oxigênio, provocando uma coloração azulada na pele, nos lábios e nas unhas (cianose). Em poucas semanas, o corpo responde produzindo mais glóbulos vermelhos, com o objetivo de transportar mais oxigénio para os tecidos.” (fonte)

Cuidado e sorte: são as palavras que, pra mim, definem o soroche. Não há como prever se você vai passar mal ou não.
Grande exemplo disso foram os mochileiros com quem viajei: eu, sedentária, não passei mal; senti somente um pouco de cansaço e falta de ar, além de leves dores de cabeça. Já o Vini, que se exercita com frequência, teve um endema pulmonar e foi parar no hospital (contei a história no Diário de Viagem, abaixo)

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Em muitos relatos, li sobre gente que tomava remédios antes de viajar, além dos que levava para tomar durante a viagem. Eu não tomei nem levei nenhum. Por lá, compramos as soroches pills (para tomar quando sentíssemos algo – 35Bs a cartela com 24) e as famosas folhas de coca (5Bs um pacotão)- são amargas mas ajudam muito a evitar os sintomas. Se puder, leve remédios (nos links a seguir, estão disponíveis os nomes), evitando sempre os que dão sono, porque esses diminuem o ritmo do seu organismo e podem dar uma parada respiratória (no pior do casos). Outra dica é o Guia de Bolso que a ANVISA disponibiliza para os viajantes e que fala, de maneira geral, sobre os cuidados com a saúde antes, durante e depois da viagem.

+Infos: Veja |  Mochileiros | Viajando de Carro  || + Bolívia: Mochila Brasil | Projeto Latinoamérica | Viaje na Viagem

DIÁRIO DE VIAGEM ⇑ VOLTAR 

Minha viagem durou um pouco mais de 12 dias e o trajeto foi: SP x Campo Grande x Corumbá x Puerto Quijarro x Santa Cruz de la Sierra x Sucre x Potosí x Uyuni x Oruro x La Paz x Santa Cruz x Puerto Quijarro x Corumbá x Campo Grande x SP.

 31/12 – SP x Campo Grande-MS 

Meu voo, com destino a Campo Grande (R$166, com taxas), saiu do aeroporto de Congonhas às 20h.

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Como chegar até o Aeroporto de Congonhas: saindo do metrô Conceição (um dos mais próximos), é necessário pegar o ônibus em direção ao metrô Santana ou Aeroporto (R$3 e passam a cada 15 min. na frente da estação) ou um táxi. Esse trajeto dura uns 10-15 minutos.

Primeira vez com a TAM: considerei-a melhor do que a Gol, única cia. aérea com a qual eu tinha voado até então. Fiz o check-in automaticamente, despachei a mala (8,5Kg) e, durante o voo, ganhei um lanche (mini-pacote de salgadinho + bebida) e escutei a rádio TAM.

Primeira vez no Aeroporto de Congonhas: é bem menor do que o de Guarulhos e estava vazio (véspera de ano novo, né?!). Tem o primeiro andar reservado para lanchonetes, check-in e despacho de bagagem e o segundo para embarque e desembarque.

Cheguei em Campo Grande umas 21h30 (lembrando que lá tem 1h a menos do que SP) e a maioria das coisas estavam fechadas. Como evito andar de táxi (para economizar), pedi informação para uma mulher sobre como chegar até a rodoviária de ônibus e ela, muito simpática, me explicou: primeiro, eu precisava comprar o PegFácil (bilhete – R$2,8) na Livraria de lá. Com este, pegando o ônibus dali até o Terminal, eu desceria lá e não pagaria pelo próximo (da mesma maneira que funcionam as integrações no metrô aqui de SP). Como a Livraria estava fechada, ela me disse para avisar ao motorista que eu compraria o PegFácil no Terminal mesmo, pra viajar no próximo ônibus.

Fui para o ponto (em frente ao Aeroporto) para esperar o ônibus Jardim Carioca ou Núcleo Industrial, como ela tinha me informado. Tinha apenas uma pessoa no ponto, mas logo ela foi embora; fiquei com um pouco de medo. Depois, um senhor chegou por lá e começamos a conversar. Dagoberto, aposentado, 65 anos, de Salvador e viajante por natureza, já tinha visitado a Bolívia (e arredores) milhares de vezes e faria o mesmo começo de viagem que eu. Me deu várias dicas e contou diversas histórias; fiquei empolgada e com menos medo.

Chegamos no terminal, pagamos o bilhete e pegamos outro ônibus (o Morenão), até a Rodoviária. Chegamos lá as 23h30 e compramos as nossas passagens para Corumbá para as 2h10, por R$81 (Andorinha, acho que a única empresa que faz esse trajeto). Passamos a virada do ano na rodoviária, assistimos aos fogos de longe e conversamos sobre viagens até nosso ônibus chegar. E, ao contrário do que muitos podem pensar, esse foi um dos melhores reveillons da minha vida!

 01/01 – Campo Grande x Corumbá-MS

O ônibus da Andorinha é bom e a viagem foi bem tranquila; dormi na maior parte do trajeto. Mas, quando estava acordada (e era dia) apreciei vistas incríveis; sem dúvida o Pantanal está na lista de lugares que preciso conhecer.

Chegando no destino final, fui recepcionada pela Virgínia (uma das mochileiras que conheci via internet) e a sua mãe, a Clara e fomos até o Virginia Palace Hotel, que pertence a família, para tomar um café.

Fica a propaganda: não sei valores, mas, se você for para o Pantanal, se hospede lá. Fiquei num quarto pra três pessoas, com banheiro privado (toalha, café da manhã, ar condicionado, tv, telefone, armário e boa recepção inclusos). As principais atrações não ficam longe, já que a cidade não é tão grande. O endereço é R. Dom Aquino, 47 e os telefones (67) 3232-3508 / 3232-2711.

Depois, umas 9h, fomos de carro até a fronteira para pegar meu permiso, documento para poder entrar na Bolívia. O trajeto demorou uns 10 minutos – existem ônibus que fazem esse percurso e táxi, que deve ficar uns R$30 (mas tanto na ida, quanto na volta, é possível encontrar mochileiros pra dividir a corrida).

Dois lados da fronteira: Primeiro, você deve passar pelo lado brasileiro, que funciona todos os dias das 08h as 18h30 (e parece que aos Domingos é até as 12h) e, depois, pelo lado boliviano das 07h as 17h30 (horário boliviano, -2h em relação ao Brasil). Antes de viajar, li em diversos relatos que a fila por lá é enorme, que estavam solicitando comprovante de passagem de volta para casa, de reserva em hostel ou uma carta de alguém que more na Bolívia convidando você para lá. Ou seja, a entrada lá não estava tão fácil assim. Contrariando todas as más previsões, a fronteira estava vazia. Primeiro, no lado brasileiro (para dar saída do país) entreguei meu passaporte (que não é obrigatório), preenchi um papel verde e eles carimbaram ambos. No caso de ter somente o RG, eles vão pedir pra você preencher dois papéis: um branco e um verde (este fica com você). Caminhamos 2 minutos até o lado boliviano (para dar entrada no país) e carimbamos o papel verde/passaportes.

carimbos e mais carimbos

Dicas:

– Não perca de jeito nenhum o papel verde; se isso acontecer, rola uma multa de uns 300Bs
– No papel, eles perguntam quanto tempo você ficará no país: coloque mais tempo do que você ficará (eu fiquei 10 dias, mas coloquei um mês); porque não tem problema em ficar menos, mas se você ficar a mais, você paga uma multa (acho que de 450 dólares)
– Na volta, não esqueça de dar saída da Bolívia, ou seja, não deixe de carimbar seus documentos nas fronteiras (em qualquer uma da Bolívia, seja com o Perú, com o Chile, com o Brasil etc) quando estiver voltando. Se você não fizer isso, rola uma multa de 450 dólares!!!
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Voltamos para o hotel, recebemos o Vini (mais um mochileiro que conhecemos via internet), de Goiânia e a tarde se resumiu a calor, tereré, cerveja, boa companhia e ansiedade para começar, no outro dia, a nossa aventura.

+Fronteira: O Fenômeno | O Viajante

 02/01 – Corumbá-MS x Puerto Quijarro-BO x Sta Cruz-BO

No outro dia, bem cedo, o Jef (mais um mochileiro que conhecemos via internet), de Guarapuava, chegou no hotel. Tomamos café e fomos para a fronteira, pegar o permiso deles. Dessa vez, algumas pessoas estavam lá formando uma pequena fila. Fizemos todo o procedimento (lado brasil x lado bolívia) e fomos para a Ferroviaria Oriental, comprar a passagem do Vini para o famoso Trem da Morte!

Minha ideia era comprar passagem para  o dia 01/01, mas no site eles informavam que não funcionariam nos dias 24,25,31/12 e 1/1 - por causa das festas.
Minha ideia era comprar passagem para o dia 01/01, mas no site eles informavam que não funcionariam nos dias 24,25,31/12 e 1/1 – por causa das festas.

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O famoso Trem da Morte: a estação fica perto da fronteira, mas é necessário pegar um taxi ou moto-taxi (preferencialmente, pague em bolivianos; é barato) pra chegar lá.Como eu e o Jef conhecemos a Virgínia (de Corumbá) antes, digitalizamos e enviamos nossos RGs (você só consegue comprar as passagens com documento ou xerox em mãos) pra ela comprar as nossas com antecedência para o dia 02/01. Ficamos com medo de não conseguir comprar a passagem do Vini para o mesmo dia, mas, talvez porque era bem cedo, conseguimos. Acredito que não seja possível comprar as passagens pela internet e, se não fosse a Virgínia, tentaríamos a sorte de comprar nossas passagens na hora também. Para todos, compramos o Supper Pullman (Expresso Oriental) que partiria as 14h30 por 100Bs (aprox. R$37), passamos no mercado pra comprar vinho (+- R$11 pra cada) e voltamos para curtir a tarde (cheios de ansiedade) até dar a hora de partirmos.  

Maaaaaas, o Jef ainda não tinha emitido o Certificado Internacional de Vacinação dele! Então, antes de ir para a Ferroviária, passamos na Anvisa de Corumbá e, em 10 minutos, ele estava com o CIV em mãos! O horário de funcionamento é de segunda à sexta das 8h-11 e 14h-17 e fica localizado na Rua Colombo, 723, no Centro.

Dali, partimos para a estação para chegar com 1h de antecedência (as 13h30 da Bolívia), como o funcionário da Ferroviária nos informou. Muitos mochileiros estavam por lá, todos ansiosos! Tempo depois, um pouco antes da partida do trem, um dos funcionários se aproximou da gente, apontou para as nossas malas e falou algumas coisas. Ferrou! Nenhum de nós 4 fala (ou falava) espanhol! Esperamos ele ir embora e trocamos olhares pra ver se alguém tinha entendido alguma coisa: até hoje não sabemos bem o que ele disse (foi algo sobre “a mala de vocês é grande”) hahahha

Fora do Trem
Fora do Trem

Jef, eu, Vi e Vini
Jef, eu, Vi e Vini

Dentro do Trem
Dentro do Trem

Com uns 20 minutos de atraso, como já me disseram que aconteceria, embarcamos no trem.
A nossa aventura finalmente começou.

Sobre o trem: achei que seria bem velho, caindo aos pedaços. Mas, diferente daquilo que imaginei, vi ali na plataforma um trem novo, bonitão e com uns 5 vagões; fiquei ainda mais empolgada. Já que o bilhete não informava qual era o nosso vagão, ficamos no primeiro mesmo nas poltronas indicadas. Por dentro, ele é bem limpo, com assentos confortáveis e reclináveis e as janelas bem grandes, pra poder apreciar as poucas belas paisagens que se revelam durante a viagem (tanto do lado esquerdo quanto do direito). As mochilas vão no bagageiro acima das poltronas, mas fique sempre de olho: li muitos relatos sobre mochilas roubadas. O banheiro, no começo da viagem, é limpo – fica do lado de fora (entre um vagão e outro), tem pia, não tem descarga (?) mas tem papel higiênico; no fim da viagem, não quis arriscar fazer xixi ali. E, pra fechar, tem TV – que no começou passou um DVD de música brasileira (Leonardo, sabe?).


Depois de algum tempo que o trem partiu, um funcionário passou perguntando algo para os passageiros (que, sem dúvida, a gente não entendeu de primeira). Mas, depois dele perguntar pra umas 20 pessoas (e chegar a nossa vez), entendemos que ele gostaria de saber se as pessoas jantariam ou não ali. Pollos, arroz e 
ensalada (por 15Bs) seria a nossa janta.

O trem fez a sua primeira parada e, eu e a Virginia, corremos para comprar uma garrafa d’água (2L – 10Bs) na vendinha em frente a estação.

Eis que dois funcionários se aproximam informando que o nosso vagão não era o primeiro, era o último! Agora, imaginem 4 pessoas atravessando um trem não-tão-novo em movimento: experimentamos a primeira dose de adrenalina da viagem, o trem parecia que ia descarrilar a qualquer momento.

Mas, enfim, no vagão não-tão-bom quanto o primeiro, a nossa janta chegou: uma asa de frango gigante, com arroz e uma salada de 1 folha de alface e 2 rodelas de tomate; foi engraçado tentar equilibrar o prato no colo enquanto o trem corria. De sobremesa, pro resto da noite, tomamos aquele vinho que compramos no mercado, uma boa dose de risadas, conversa com outros mochileiros, um por do sol lindo e filmes de ação no último volume.

Janta
Janta

Pôr do Sol
Pôr do Sol

+Trem da Morte: Site Oficial | Mochila Brasil | De Mochila e Bota | Vander Dissenha | Bolívia En Tus Manos | Machu Picchu

 03/01 – Sta Cruz x Sucre

A noite não foi das mais bem dormidas, mas foi incrível. Tudo estava incrível. (leve uma manta/lenço para se cobrir; a noite faz um leve frio).

Durante a viagem, o trem fez diversas paradas e várias pessoas subiram e desceram – tanto passageiros quanto pessoas vendendo pollos, pães, sucos, café etc. O sol começou a nascer e, a cada parada, pude sentir um pouco mais da Bolívia: as cidades na beira da estrada são diferentes, bem simples e algumas a maioria bem pobres.

Chegamos em Santa Cruz de La Sierra as 8h20, encontramos a Camila (mais uma que conhecemos via internet) e (seguindo instruções de um funcionário de lá), nos dirigimos a um guichê, ali na estação mesmo, para registrar nossa chegada (eles só pedem nome e número de Passaporte/RG).

Altitude de Santa Cruz de La Sierra: 416m (baixa) | População: aprox. 2 milhões

A Cami, com toda sua simpatia, já tinha conhecido um taxista gente boa que nos levaria para qualquer canto. Mas, antes, eu e o Jeff precisávamos já comprar as nossas passagens de volta (de Sta Cruz para Puerto Quijarro), já que a Clara (mãe da Virginia) nos disse que é difícil encontrar pra comprar na hora; eu não podia correr o risco. Compramos pela Idi Suarez (escolhemos na hora) a passagem por 130Bs, para as 20h30 do dia 11 (12h de viagem).

Atenção! A taxa de embarque é cobrada separadamente. Diferente do Brasil, onde a taxa já vem embutida no valor da passagem, antes de embarcar, você deve comprar um ticket (pergunte para alguém onde fica o guichê) que, nesse caso, custou 3Bs (compramos no dia da viagem, 11 de janeiro).

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Minha ideia era ir pra Sucre de ônibus (milhares de horas de viagem), mas decidimos ir até o aeroporto pra ver o preço de avião para lá. Em Sta Cruz existem dois aeroportos: o El Trompillo e o Viru Viru, o maior. Fomos até o El Trompillo (de taxi, 40Bs para 2 pessoas) para ver o valor das passagens para Sucre. O trajeto até lá foi um pouco irritante, já que estava muito trânsito, mas o taxista (super simpático) ficou conversando com a gente, nos contou algumas histórias, o valor de alguns carros (são bem baratos!) etc.

Propaganda: Gabriel e Júnior são os taxistas legais de Sta Cruz e 7844 3082 / 7500 2967 são os telefones deles, respectivamente.

Sobre o trânsito na Bolívia: ah, o trânsito na Bolívia… parece que as regras, o farol, os pedestres não existem! parece que a todo e qualquer momento um carro vai bater no outro e, tudo bem pra eles. não sei se é cômico ou trágico, só sei que é comum em todas as cidades pelas quais passei.

Enfim, chegamos no aeroporto (bem pequeno) e encontrar passagens para Sucre não foi difícil. Diferente do Brasil, lá o valor das passagens não aumenta conforme a data da viagem se aproxima: era umas 10h30 e conseguimos passagem para Sucre saindo as 12h30 por 390Bs (30 minutos de voo) pela (não brasileira) TAM – Transporte Aéreo Militar.

Aeroporto El Trompillo Vini e o Avião

Atenção!! A taxa de embarque do avião também é paga separadamente, num balcão no meio do aeroporto (11Bs)

Como nosso avião demoraria algum tempo para partir, fomos no banheiro (tomar um banho de lenço umedecido, escovar os dentes, carregar os celulares – já que no resto do aeroporto não tem tomada!), ficamos papeando, eu e o Vini fomos comprar água e bolachas num mercado ali perto (8Bs cada) e ficamos observando os aviões suspeitos que pousavam por ali. Nessa, conhecemos uns outros mochileiros que seguiriam no mesmo voo que nós: um de Guarapuava (o Jef ficou super feliz por encontrar alguém da sua pequena cidade por ali), uma de Curitiba e outro do interior de SP, o Nilo.

Infelizmente, por problemas climatológicos muita chuva em Sucre, o nosso voo atrasou 3h! Aproveitamos pra conversar bastante, comer muito Club Social e usar o wi-fi dali. Umas 15h30 finalmente um funcionário da TAM veio nos chamar para entrar no avião; até batemos palmas de tanta felicidade.

Vini, Jef e Cami
Vini, Jef e Cami

Sobre o avião: aquela coisa pequena e meio suspeita, mas que serviu um lanche gostoso (um bolinho, suco e bala). tranquilamente depois de 30 minutos já estávamos em Sucre – algumas pessoas me recomendaram não fazer isso (pegar um avião diretamente para lá), por causa da altitude da cidade. Felizmente, ninguém passou mal.

Altitude de Sucre: 2800m (média) | População: aprox. 230 mil | Capital Constitucional da Bolívia

Chegando lá, nos juntamos com a Bianca e a Helena – duas meninas que a Cami conheceu no hostel Loro Loko em Sta Cruz – e nos separamos daqueles mochileiros (de Guarapuava e Curitiba), menos do Nilo, que continuou com a gente. Juntos, decidimos passar uma noite em Sucre, já que esta foi muito bem recomendada e é uma cidade universitária, sinônimo de muita bebedeira e diversão, coisas que estávamos procurando. Pegamos um táxi até o Hi Hostel – que fica a umas 10 quadras do centro/15 minutos do aeroporto; a corrida deu 40Bs para 4 pessoas.

Dentro do Hi Hostel
Dentro do Hi Hostel

Sobre o Hi Hostel Sucre: é grande, com uns 3 andares e itens legais de decoração. Como estávamos em 8 pessoas, nos dividimos em 2 quartos (de 4 camas cada) e pagamos 35Bs pela noite (era 39, mas demos uma choradinha); café da manhã não está incluso. Os banheiros são limpos, compartilhados, grandes e têm água quente. Parece que não rola balada no hostel; na verdade, é tudo parado por lá – não vimos nenhum outros hóspede fora dos quartos.

Deixamos as coisas lá e fomos para o centro, andando. Trocamos dinheiro (cotação a 2,70), passamos no mercado central (muitas frutas, folha de coca – 5Bs o saco – e suco de saquinho), paramos num restaurante muito legal para comer (Hamburguesa – 16Bs) e perguntamos para uma galera onde tinha um boliche (balada) legal para ir naquela noite, já que era sexta-feira. Eles nos indicaram um pub com narguile muito legal por ali, mas não me lembro do nome – só sei que é pequeno, muito aconchegante e um ótimo lugar para fazer o esquenta (tequilas, cervejas e narguile = 38Bs/cada).

Depois, era hora de encontrar uma balada boliviana. Rodamos bastante, pegamos um pouco de chuva, compramos cervejas num mercadinho e, quase sem esperanças, ao nos abrigarmos em frente a uma porta que tinha cobertura , encontramos A BALADA (e eu vestindo uma calça moletom, um lusho!) que não era bem uma balada: era o Florin Bar & Restaurante que tem um bar externo (na real, um balcão + um quintal) que transformamos numa super festa: tocou música boliviana, brasileira (dança da manivela), a galera fechou uma garrafa de Tequila e, no fim da noite, estavam brasileiros, franceses e bolivianos formando uma roda gigante ao redor de duas velas (?), dançando, rindo e cantando (bêbados). Pra voltar pro hostel, colocamos 9 pessoas dentro de um táxi – 5Bs para cada.

Praça Central
Praça Central

Mercado Central
Mercado Central

Folha de Coca - hmmm, uma delícia!
Folha de Coca – hmmm, uma delícia!

Narguile!
Narguile!

Tomando Suco de Saquinho
Tomando Suco de Saquinho

Sucre
Sucre

Atenção! As cervejas na Bolívia não são tao baratas assim: custam uma média de 10Bs a lata!

+ Santa Cruz de La Sierra: WikiTravel

 04/01 – Sucre x Potosí x Uyuni

Todos de ressaca. Dia chuvoso.

Antes de ir para Uyuni (com parada em Potosí), fechamos um “passeio” com uns taxistas que a Bia e a Helena conheceram; a ideia é que eles nos levassem a alguns pontos turísticos da cidade, por 37,5Bs (para cada) a corrida. Deixamos nossas coisas no hostel e fomos. Paramos num lugar (que não faço a menor ideia de onde seja) para tomar café – na verdade, para comer salteñas (salgado típico, com um tempero bem forte – 5Bs cada) e depois partimos para conhecer o Mirador (de onde é possível ver toda a cidade) e Parque Cretácio (que, fora a linda vista lá do alto, não vale os bolivianos que pagamos) – 30Bs para estrangeiros e 10Bs para nacionais (mas pagamos 10Bs porque o taxista comprou pra gente). Cansados desse rolê mais ou menos, voltamos para o hostel para pegar nossas coisas e esperar a van (do amigo do taxista) que levaria-nos para Potosí, escala para chegar em Uyuni (cada um pagou 40Bs).

Quase saindo de Sucre, eis que um guarda para a nossa van para conferir se o nosso motorista estava alcoolizado (?). O mais engraçado era o bafômetro dele: o próprio nariz! Ou seja, para saber se o cara estava ou não bêbado, ele só tinha que baforar perto do nariz do guarda e ok hahaha

Parque Cretácio
Parque Cretácio

Jef de Ressaca
Jef de Ressaca

Mirador
Mirador

Bolivianos
Bolivianos

Cofrinho, celular e casamento.
Cofrinho, celular e casamento.

"Feira" ao lado do Hi Hostel, em Sucre
“Feira” ao lado do Hi Hostel, em Sucre

Partimos, meio apertados, pra Potosí. 3h de viagem até lá. O caminho, como todos os outros pelo país, é lindo; coisa de filme. Tanto que no meio da viagem, paramos na estrada pra admirar a paisagem e tirar umas fotos perto de uma ponte e de um castelinho.

Chegamos em uma das cidades mais altas do mundo e já fomos buscar passagem para Uyuni; não queríamos correr o risco de passar uma noite lá. Não foi difícil encontrar; a van nos deixou em frente a pequena rodoviária e várias mulheres anunciavam (gritando) passagens para Uyuni. Compramos passagens para as 17h30 com a empresa 11 de Julio por 30Bs (+taxa do terminal de 1Bs).

Ficamos poucas horas em Potosí: fomos no banheiro (1Bs) e partimos para procurar um lugar para comer; acabamos no Mercado Central (onde o pessoal comprou toucas, luvas e até jaquetas para um frio imenso; tudo muito barato) e eu e os meninos comemos um PF por 10Bs (arroz, batata, pollo e uma batata preta (??)); acho que foi a pior refeição que fiz por lá. Nas ruas, é possível encontrar várias barracas de comida; mas não arrisquei comer. O Nilo comeu um hamburguer de 6Bs; parecia gostoso. Voltamos para a rodoviária.

A caminho de Potosí
A caminho de Potosí

Parada pra foto
Parada pra foto

A caminho de Potosí
A caminho de Potosí

Cami
Cami

Mercado Central de Potosí
Mercado Central de Potosí

PF no Mercado Central de Potosí - 10Bs
PF no Mercado Central de Potosí – 10Bs

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Sobre o ônibus: Não era o melhor, mas era bom o suficiente. Eram pra todas as poltronas deitarem, mas algumas estavam quebradas, o que é um fator negativo pra uma viagem de 6h – eu e a Cami trocamos de lugar no meio da viagem porque a coisa tava tensa.

Chegamos em Uyuni debaixo de chuva e, pra melhorar, o ônibus nos deixou no meio da rua (parece que não há uma rodoviária coberta, com guichês etc. por lá) e fomos buscar um lugar pra dormir. Existem muitas opções lá em Uyuni, mas como estávamos numa situação difícil, pegamos quase o primeiro que encontramos: o Hotel La Predilecta -tinha 6 camas disponíveis e como estávamos em 8, decidimos que 2 duplas dividiriam camas e, por isso, pagariam 30Bs cada; o restante, pagaria 40Bs.

Sobre o Hotel La Predilecta: Ficamos em 2 quartos (de 3 camas) – um no primeiro andar e outro no último, do lado de fora. Fazia um frio até que forte, mas nada abaixo de 0ºC. O hotel oferece roupa de cama, com cobertores grossos e quentes. Os banheiros são simples e minúsculos, não tão limpos e não têm papel higiênico (como na maioria dos lugares na Bolívia). Não tem cozinha no hostel.

Como estávamos cheios de fome, deixamos as coisas por lá e fomos procurar um lugar para comer – também existem diversas opções, mas como estava tarde, quase tudo estava fechado. Comemos ali do lado do hostel mesmo, por 13Bs cada (papas e pollo, bem servidos) + 2Bs (pra cada) na divisão da Coca-Cola 2L. Aproveitamos e passamos num mercadinho pra fazer estoque de vinho para o tour dos próximos dias: compramos 9L de vinho (deu 14Bs pra cada), mas acabamos com 6L naquela mesma noite. O outro dia seria de ressaca.

  05/01 – Uyuni

A maioria dos passeios em Uyuni sai as 10h30, por isso, acordamos cedo para procurar uma agência pra fazer nosso tour (a maioria delas fica no centro, não é difícil de acha-las). Tivemos dificuldade para encontrar vagas, já que dali alguns dias aconteceria o Dakar – por isso a região estava bem movimentada –  e, além disso, estávamos em cima da hora e em 8 pessoas, quantidade que dificultava as coisas. Mas encontramos a Beto Tours que conseguiu encaixar a Bia e a Helena num carro (cheio de gringos bonitos) e nós 6, numa outra 4×4. Acabei de dar uma pesquisada aqui na internet e essa agência não foi bem recomendada, mas não tivemos problema algum com eles (na verdade, eles foram até que anjos. logo mais eu conto).

Outras duas boas opções de agência: Colque Tours e a Cordilheira Traveller.

Os valores são quase que tabelados; uma ou outra cobra um pouco mais caro por oferecer pequenos diferenciais (como alojamento próprio, no caso da Cordilheira) – mas isso não é algo essencial. Pagamos 850Bs pelo passeio de 3 dias e 2 noites: alojamento, transporte, 4 refeições/dia e voltar para Uyuni ou San Pedro de Atacama (Chile) – só não inclui o ingresso no parque das Lagunas – 150Bs. Efetuamos o pagamento, tomamos um café numa lanchonete perto dali (15Bs – leite, café ou chá, pães, geleia, manteiga) e partimos.

Todo o caminho é incrível, lindo. Muita natureza, muito verde, muitas montanhas, neve (de longe), calor, frio, chuva, animação etc. Como tenho muitas fotos desses lugares, vou deixar que elas falem por mim.

Roteiro do primeiro dia foi:

Cemitério dos Trens: um espaço bem grande com vários trens abandonados + uma linha que não é mais utilizada.

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Jef, o musculoso.
Jef, o musculoso.
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~parada pra comprar cerveja~

Um lugar que eu não sei o nome cheio de Llamas (essas fofas):

yeãaah
yeãaah

cerveza!
cerveza!

Museu de Sal: fica numa cidade simpática, cheia de “pirâmides” de sal e muito artesanato. A entrada no “museu” é gratuita e lá você pode ver a “BIGGEST LLAMA EVER” (como está escrito na placa na entrada) – uma llama de sal, mas não tão grande assim hehe

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vila de sal
vila de sal

vini, o gogoboy
vini, o gogoboy

oferecimento: baltica
oferecimento: baltica

Salar de Uyuni: eu não tenho o que falar desse lugar; surreal! Tivemos a sorte de pegar ele “alagado” (como chamam quando ele tem uma camada de 15cm de água) – isso acontecef mais nas épocas de chuva, de dezembro a março. 

IHULLL
IHULLL
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Jef Aranha
Jef Aranha
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na 4x4 a gente zoa (e almoça)
na 4×4 a gente zoa (e almoça)
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JEF
JEF
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Almoçamos no Salar mesmo: o nosso guia, o Severino (apelidado por nós de Sev), como a maioria dos outros, parou a 4×4 ali mesmo, abriu o porta malas e nosso almoço estava lá (arroz, salada, hamburguer, frutas, bebidas – estava tudo muito bom!). Como não queriamos comer em pé, pegamos nossos pratos e fomos comer dentro do restaurante/hotel de sal; mas quando acabamos de comer, nos cobraram 10Bs por isso… e eu achando que era um lugar público! haha E o banheiro? Várias divisórias com privadas (com coisas que não prefiro citar aqui) sem tampa (e não me lembro se tinha descarga) por 5Bs! O banheiro mais caro de toda a viagem.

+ Salar: Mochileiros.com 1 |  Mochileiros.com 2 | 3 Dias no Salar de Uyuni (Bolivia) até San Pedro do Atacama (Chile) | Projeto Latinoamérica 1 | Projeto Latinoamérica 2

Vila Alota (alojamento): depois de um dia bem agitado, chegamos no nosso alojamento, que fica numa cidade minúscula, bem do deserto mesmo, mas super acolhedora (como toda cidade pequena, tinha uma igrejinha no centro!). Ele era simples, mas atendeu as nossas necessidades. Nós 6 nos dividimos em 3 quartos. O banho frio era de graça; o quente era 10Bs (logo, esse foi o primeiro dia sem banho!). A fila pra tomar uma ducha era gigante e parece que a água quente chega só depois das 20h, não tenho certeza (e nem posso afirmar que em todos os alojamentos são assim). Diversas pessoas estavam lá (vários brasileiros) de diversas agências de turismo.

alojamento
alojamento

caminho
caminho

criancita
criancita

Na hora do jantar, recebemos primeiro uma sopa. Achamos que seria somente aquilo (ficamos desesperados de fome!), mas pra nossa alegria aquela era só a entrada: logo depois trouxeram o arroz e os pollos! Compramos umas bebidas num mercado ali perto (20Bs pra cada) e, como não tinha muito o que fazer ali na vila, nossa noite terminou em risadas e álcool (no coreto da cidade).

 06/01 – Uyuni

No outro dia, acordamos cedo (umas 8h) pra tomar café e partir para o segundo dia de passeio. O Vini, que no dia anterior estava um pouco mal por causa do soroche, acordou um pouco pior, mas prosseguimos mesmo assim.

O roteiro do segundo dia foi:

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Vale de las Rocas: que me perdoem os amantes de Uyuni, mas esse foi o lugar mais lindo que visitei na vida inteira. Um vale imenso cheio de formações rochosas (lindas!) e que formam até canyons… (a foto de destaque desse post é de lá!)-

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parkour
parkour
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o lugar mais lindo que já visitei
o lugar mais lindo que já visitei
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capeta
capeta
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Laguna Hedionda: estava um pouco frio, por isso, o pessoal decidiu ficar dentro da 4×4 enquanto eu e o Jef fomos caminhar, observando os flamingos!

green
green

caminhos diferentes
caminhos diferentes

cerveza
cerveza

neve
neve

Laguna ????: não lembro o nome dessa, mas foi espaço para o nosso almoço – arroz, salada e carne de flamingo – que estava uma delícia! Triste foi comer Flamingo observando outros Flamingos caminhando por ali hehehehe Ah! E o banheiro por lá era a céu aberto (e grátis! uhuuu).

passarinho
passarinho

banheiro público
banheiro público

almoço
almoço

incrível
incrível

Laguna Negra: visitar esse lugar não estava no roteiro, mas como não finalizaríamos o tour, o Sev decidiu nos levar lá =)

família boliviana
família boliviana

Laguna Negra
Laguna Negra

vini, loser.
vini, loser.

Início de Noite na Vila
Início de Noite na Vila
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Nilo, fazendo um bico no mercadinho da Vila Alota haha
Nilo, fazendo um bico no mercadinho da Vila Alota haha

Aqui começam os perrengues: o Vini, durante o trajeto, piorou; tanto que saiu do carro somente no Vale de las Rocas. A Virgínia também passou mal. Ambos utilizaram a única latinha de oxigênio* que tinha no carro, mas só a Vi melhorou. Por isso, ao invés de continuar e correr o risco o Vini ficar ainda pior, decidimos deixar de lado o resto do passeio (faltava visitar as Lagunas Coloradas e as Águas Calientes) e voltar para o alojamento para ver se ele melhorava. Estávamos a quase 4200m de altitude – o soroche estava pegando pesado com ele.

*achamos palhaçada ter somente uma lata de oxigênio num carro para 7 pessoas (contando o motorista). Estavamos num lugar no meio do nada e sem bons hospitais por perto. Sei que nós, turistas, é que devemos pensar na nossa saúde, mas e se + de uma pessoa passa muito mal durante o tour?

A ideia era passar no hospital da Vila, dormir no alojamento e, no outro dia, retornar a Uyuni. Passamos no hospital (que é minúsculo), o médico fez algumas perguntas, mediu a pressão dele e passou um remédio para baixar pressão. Voltando pro alojamento, ele não aguentou nem subir para jantar; tivemos que levar a comida pra ele no quarto. Encontramos por lá um brasileiro estudante de medicina, que examinou e deu um Diamox pra ele – além disso, disse que se ele não melhorasse, era bom procurar um hospital em outra cidade, já que o da Alota já estava fechado. Mas ele não melhorou. Falamos com o Sev, nosso guia, e ele se propôs a nos levar a um hospital em Uyuni; arrumamos nossas coisas, nos despedimos do Nilo e da Virgínia (que, no outro dia bem cedo, iriam para San Pedro de Atacama – pela Beto Tours mesmo, rota inclusa no pacote) e partimos.

Eram 5h de viagem de madrugada – misturamos o medo do Vini passar mal e o medo do Sev dormir no volante.No meio do caminho, paramos em San Cristobal, uma cidade pequena, mas o hospital de lá estava fechado. Continuamos a viagem e, chegando em Uyuni, fomos atendido rapidamente (pagamos somente uma taxa de uns 5Bs) no hospital público dali; o médico nos passou confiança, disse para o Vini ficar tranquilo e ter controle sobre o corpo dele, além de receitar Paracetamol (pagamos 50 centavos de Bs em cada comprimido). 

 07/01 – Uyuni x Oruro x La Paz

Sem lugar para dormir:Eram 2h da manhã, mas como tudo estava tranquilo, o Sev nos deixou no centro de Uyuni para procurarmos um hostel e foi embora. Eis que começa mais uma luta: a de encontrar um lugar para dormir. Um dos primeiros em que passamos foi o Hi Hostel (que estava cobrando 60Bs/cada em quarto pra 4) – achamos caro e continuamos procurando; o problema é que não encontramos. Acho que passamos em todos os hostels e hotéis de Uyuni e os que não estavam fechado, estavam sem vaga; até voltamos no Hi Hostel, mas as vagas tinham acabado.

Pra você que não acredita que as pessoas podem ser boas: nossa solução era ficar na praça, até amanhecer e comprarmos passagens para La Paz. Mas, ainda durante a nossa busca, duas pessoas se aproximaram: uma funcionária de uma agência de turismo e um guarda. Ambos tentaram nos nos ajudar: não entendi bem se a funcionária estava oferecendo a agência dela para dormirmos ou a estação ferroviária de Uyuni; só sei que o guarda, o Michelangelo, nos levou para dormirmos na recepção do hotel em que ele trabalhava como segurança, até as 5h30, hora em que os donos acordariam e não poderiam nos ver lá. Ele nos ofereceu cobertas, lanche e água – muito simpático! Mas mesmo assim não consegui dormir, fiquei preocupada com tanta bondade.

Tudo estava voltando a dar certo: Conversamos bastante e deu a nossa hora de partir; não tínhamos para onde ir (de novo) – por isso, fomos nos alojar na Ferroviária (ao lado do hotel e no centro de Uyuni) e acabamos descobrindo que dali alguns minutos partiria um trem para Oruro (e de lá poderíamos pegar um ônibus para La Paz). Sem pensar duas vezes, compramos o Wara Wara Popular (o mais barato!) por 32Bs. Depois de muita espera (e um pouco de atraso), embarcamos no trem que era um pouco diferente do que o da Morte: os bancos eram extremamente desconfortáveis (mas só por diminuir um pouco a altitude, por causa do Vini, e encontrarmos um lugar para comer, eu já tava feliz!).

dia nascendo em Uyuni
dia nascendo em Uyuni
ferroviária

nascer do sol na estação
nascer do sol na estação

dormindo
dormindo

a caminho de Oruro
a caminho de Oruro

E depois de 6h30 de viagem (e lindas paisagens durante o trajeto), chegamos em Oruro – uma cidade caótica e suja! Uma outra opção era pegar o ônibus de Uyuni direto para La Paz, mas parece que não há ônibus que sai de manhã para lá, somente no fim da tarde/noite.Em Oruro, não fizemos muita coisa; fomos direto para o terminal (táxi pra 4 pessoas por 5Bs/cada) comprar passagem para La Paz – a ideia era chegar no mesmo dia lá. Procuramos nas empresas que estavam abertas – as passagens tinham acabado ou tinham vaga para um horário muito tarde. Até que fui procurar do outro lado da rodoviária e achei o guichê da Libertad: não tinha ninguém no balcão, mas atrás dele tinha uma porta semi aberta e chamei uma mulher que estava ali. Ela queria me atender a distância e nem se deu o trabalho de ir até o balcão falar comigo hehe mas, fechamos com eles: eu, cabeçuda, não anotei esse valor, mas acho que foi algo em torno de 40Bs +taxa do terminal de 1,50Bs.

Como nosso ônibus só sairia as 15h45, decidimos ir comer numa lanchonete ali perto. Também não anotei valores, mas acho que num hamburguer + divisão da coca-cola por 4, gastei 15Bs. Também troquei dinheiro na rodoviária: a cotação estava em torno de 2,6Bs.

nhami!
nhami!

Oruro x La Paz
Oruro x La Paz

cada um com seu remédio
cada um com seu remédio

Sobre o ônibus e a viagem: o ônibus era grande e as poltronas confortáveis, nem me lembro se tinha banheiro. A viagem foi tranquila e saímos no horário correto. Algumas pessoas viajaram sentadas no chão mesmo, estranho (e perigoso). Quase no fim da viagem, o ônibus fez uma parada e, não sei porque, um dos passageiros me disse que aquela era última, ou seja, achei que era La Paz. Descemos tranquilos, pegamos nossas bolsas e fui pedir informação sobre hostels pra primeira pessoa que passou: e ela me disse que ali ainda não era La Paz! Saímos correndo atrás do ônibus pedindo pra voltar, avisando que descemos no lugar errado. Sorte que estava trânsito e o ônibus ainda estava próximo, se não, não conseguiríamos embarcar.

Já no terminal de La Paz (ufa!), procuramos por uma taxista para nos levar até o Loki Hostel ou Wild Rover Hostel, das quais todos nós tínhamos boas recomendações! Encontramos a Valéria (tel: 7201 5519) super simpática e que ama os brasileiros; nos levou nesses dois hotels (por 30bs/corrida), mas nenhum tinha vaga – eu já tinha feito reserva no Loki (pra apresentar na fronteira, caso pedissem) – se quiser ficar em um desses dois, recomendo que faça a reserva, já que são bem concorridos, conhecidos pelas melhores baladas. Mas como a galera não tinha feito a reserva, ficamos no Hotel El Torino (que o Vini tinha lido que era bom!) – nos dividimos em 2 quartos (com 2 camas) por 75Bs/noite sem café da manhã (o mais caro da viagem) – como o Vini não estava muito bem, decidimos ficar nesse mesmo.

Sobre o Hotel El Torino: limpo, agradável, com água quente (tudo bem que no meio do meu banho ela ficou gelada), roupa de cama/cobertor, toalha, papel higiênico (até roubamos um rolo de lá), wi-fi (só no térreo) e quartos de até 4 pessoas.Como estávamos muito cansados (e quase tudo estava fechado), fomos comer numa rua próxima ao Hotel mesmo, no Rocky’s: salada, Pollo y Papas (bem servidos) por 25Bs e 1L de Limonada por 15Bs. – uma das refeições mais tops que fizemos.

 08/01 – La Paz

O check-out é feito as 11h30, mas como o Vini estava doente, nos deixaram sair as 12h.

Tomamos café no restaurante ao lado, que pertence ao El Torino: tomei Api (uma bebida de lá, muito gostosa) e comi um pastel de queijo (com uma açúcar por cima) –  indicação do garçom, e dividi um pedaço (gigante) de torta com o Jef. Tudo deu 17Bs. Lugar com comida barata e garçons simpáticos!

Desayuno
Desayuno
El Torino Hotel

El Torino Hotel
El Torino Hotel
ruas da Bolívia
ruas da Bolívia

Depois de fazer o check-out, nos dividimos: eu e a Cami fomos até o Loki para tentar vaga para essa noite e o Jef e o Vini foram para o hospital público mais próximo, mas sem sucesso – disseram que a fila estava enorme e sem previsões de atendimento. No

Loki, a coisa foi um pouco confusa: a recepcionista nos disse que poderia confirmar vaga somente depois do check-out deles, as 13h. Esperamos um tempão lá, os meninos chegaram, esperamos mais um pouco e, finalmente, conseguimos! Pernoite no Loki Hostel em quarto para 10 pessoas por 50Bs/cada (com café da manhã incluso!). Pra ter um controle, eles colocam uma pulseirinha rosa-shock-dyva no seu braço.

Deixamos as coisas e o Vini lá, para ele repousar, e fomos caminhar pela cidade. Andamos pela praça que tinha ali perto, passamos em frente a casa do Evo Morales (comentário aleatório: quase ninguém com quem conversei gosta do governo dele), trocamos dinheiro (câmbio por 2,6Bs) e fomos em direção ao Mercado das Bruxas.

Sobre o Mercado de las Brujasnão é um mercado, é uma rua cheia de lojas tipicamente bolivianas. Tem esse nome porque são vendidas muitas coisas para oferendas a PachaMama (a Mãe Terra), que é a deidade desse povo. Entre os itens que são vendidos, temos fetos de llamas (que se não cheirassem tão mal, eu compraria um pra trazer pro Brasil!), velas em formatos diferentes (encontrei uma vermelha em formato de pênis que, segundo uma chola [mulher típica de lá], era pra atrair homem), amuletos entre outras coisas. Mas, além disso, você encontra, principalmente, roupas, bolsas e artesanato em geral pra levar pra casa. Os preços, em geral, são muito bons. Vale dar uma olhada em várias lojas e pechinchar (eles sempre dão um desconto)!

Essa foi a única vez que fiz compras na Bolívia, gastei 110Bs no total e a lista foi:
Mochila (45Bs), Pantufa (pra mamãe) + Estojo (pra minha irmã) (40Bs) – ok, gente! não sou a pessoa mais criativa pra dar presentes!, 2 chaveiros de Llamas (10Bs), abridor de Cerveja dourado em formato de Llama (5Bs) – estava escrito “PERU” nele, mas tudo bem, sol Inca pequeno de pendurar na parede (5 Bs) e 5Bs de gorjeta para uns hippies bolivianos super simpáticos que amam (e já tinham morado) o Brasil. Um deles falava que nem paulistano: “tá ligado, meow?”

Depois, paramos para comer no Pollos América: lanche doble (17Bs) + divisão de 2 Coca-Cola/600ml (4Bs). E, antes de ir para o hostel, passamos no Terminal de Buses para comprar nossas passagens para Sta Cruz, no outro dia. O Jef e a Cami queriam me convencer a ir de avião pra lá (coisa de US$110), mas eu realmente não tinha grana (e não queria pegar emprestado; afinal, a gente só tem que gastar aquilo que tem, mesmo que esse voo me fizesse economizar 16h de viagem). Como sou teimosa e não conseguiram me convencer, eles decidiram me acompanhar: 160Bs no bus semi-cama de La Paz para Sta Cruz (17h).De volta ao Loki, decidi parar na pequena agência de turismo, a Kanoo Tours, que fica dentro do hostel para comprar passagem de ônibus para Copacabana, já que embarcaríamos para lá no dia seguinte. Pagamos 45Bs para o bus que sairia da frente do Hostel as 7h30.

casa do Evo Morales
casa do Evo Morales

palomitas
palomitas

hugo de durazno
hugo de durazno

calle de las brujas
calle de las brujas

eu, a chola brasileira.
eu, a chola brasileira.
sol

fetos de llamas
fetos de llamas

garoto propaganda
garoto propaganda

Conhecendo todos os hospitais do país: O Vini ainda estava muito mal; até levamos ele para comer alguma coisa no bar do hostel, mas ele não aguentou. Fomos até a recepção e pedimos para um funcionário de lá chamar um médico; e foi isso o que ele fez. Quase 1h depois, o médico chegou lá. Além dele, outras 2 pessoas estavam passando mal. Resumindo a história, o médico recomendou que o Vini passasse a noite no hospital para fazer exames e ser tratado; a suspeita é de que fosse um endema pulmonar. Como não tinha mais o que ser feito, além dele dormir lá, nos despedimos dele e partimos para a balada do hostel.

Sobre a balada do Loki: incrível! a entrada é gratuita, até para quem não esta hospedado lá. as bebidas são mais ou menos baratas (por exemplo, 2 cervejas por 30Bs – na promoção / 2 copos de uma bebida maluca lá com Coca-Cola, Vodka e não sei mais o que, por 18Bs); rola também um Beer Pong (pra participar, você só precisa comprar uma garrafa de cerveja a cada rodada que você participa), música muito boa, tem fumódromo e, no meio da balada, quando todo mundo já tá bem bêbado, a galera começa a dançar em cima do balcão (dancei até Michel Teló lá, gente! #MeJulguem). Ela acaba meio cedo (umas 2-3h), acho que pra preservar o sono dos demais hóspedes, mas de lá a galera foi pra uma outra balada (com entrada gratuita), a Mithology. Pra preservar o resto da minha dignidade e energias, decidi ir pro quarto. No meio da madrugada fui acordada pelo Jef e pela Cami, que foram para a balada, bêbabdos e pintados com tinta neon! hahaha s2

 09/01 – La Paz x Copacabana x Isla del Sol

No outro dia, adivinha quem tive que tirar a Camila quase que pelos cabelos da cama? hahaha
A menina ainda estava bêbada, mas tínhamos que ir para Copacabana; nosso ônibus partiria as 7h30. O Jef, com essa alma linda, decidiu ficar por La Paz pra ir acompanhando a situação do Vini; então, nos encontraríamos no outro dia de tarde, para voltar para Sta Cruz. Deixamos nossas malas na recepção, fizemos o check-out, peguei uns pães do desayuno que tava rolando no bar do Loki e embarcamos no ônibus: foram 3h de sonecas&lindas paisagens até chegar lá.

Sobre como chegar em Copacabana: nós preferimos fechar o ônibus com a agência porque tava só um pouco mais caro e estávamos com preguiça de pegar o bus longe. Mas, existem outras duas opções: pegar um bus até o cemitério de La Paz (acho que custa 2Bs) e, de lá, pegar uma van até Copacabana (25-30Bs) ou fechar um pacote completo de 2 dias ou + com alguma agência (tá tudo na mão pra você, com tudo incluso. mas além de ser mais caro, assim como qualquer outro pacote de viagem, ele te limita bastante. aventure-se! :D)

Dica no ônibus: na ida pra Copacabana, pra ver as paisagens bonitas, vá do lado esquerdo; na volta, fique do lado direito.

Balsa no Lago Titicaca: quase chegando em Copa, paramos na beira do Lago Titicaca e o motorista pediu para que desembarcássemos. Pra atravessar o lago, era necessário pegar um barco: um para os passageiros e outro só para o ônibus (não tenha medo de deixar suas coisas nele); do outro lado você vai embarcar novamente nele para continuar a viagem. Fique com o Passaporte/RG em mãos + 2Bs (taxa de embarque).

Barca Titicaca Titicaca

Bienvenidos!
Bienvenidos!

Titicaca
Titicaca

Bienvenidos
Bienvenidos

Sobre o Lago Titicaca: “com cerca de 8300 km² e situando-se a 3821m acima do nível do mar, é o lago comercialmente navegável mais alto do mundo e o segundo em extensão da América Latina, superado apenas pelo Lago de Maracaibo, na Venezuela. Localizado no altiplano dos Andes, na fronteira do Peru e da Bolívia, tem uma profundidade média de 140 a 180 m, e uma profundidade máxima de 280 m.” (leia +)Embarcamos novamente no ônibus e, uns 40 minutos depois, chegamos em Copacabana. Acho que não há um Terminal de Buses ali, porque o ônibus nos deixou numa rua cheia de agências; para não correr o risco de não ter vaga para o outro dia, já compramos as nossas passagens para La Paz (30Bs). E, ali mesmo, compramos o ticket da barca para o lado Norte da Isla del Sol.

Acho que de dois a três dias pra esses dois lugares é um tempo ideal. Decidimos dormir na Isla e aproveitar um pouquinho de Copacabana no outro dia, porque estávamos com o tempo apertado.

+ Copacabana: Projeto Latino America

Sobre a Barca e Isla del Sol:

– existem dois lados na ilha, o Sul e o Norte (mais distante).
– Uma das atrações mais recomendadas por lá é fazer o trekking do lado Norte para o Sul (ou vice-versa);
– existem dois tipos de ticket: o de ida (vai num dia) e volta (volta no outro) – que você compra separadamente – e o de ida/volta (no mesmo dia).
– para chegar ao Sul, a barca demora 1h30 e o ticket custa 25Bs; já para o Norte, são 2h e 30Bs. (esses são valores somente de ida; o da volta nós compramos na Isla del Sol mesmo).
– os horários são 8h30, 10h30, 13h30 e 15h30
– na barca, existem dois andares; as malas e alguns passageiros ficam no primeiro. o segundo é a céu aberto e a ida ali é opcional – vale muito a pena porque a vista é incrível, mas fica o aviso: (dependendo da época em que você vai) venta bastante e faz frio (pode até chover), leve uma blusa.Chegando na Isla, fiquei encantada. Tudo é muito simples; talvez seja isso que deixe o lugar mágico, acolhedor e incrível!

A temperatura estava baixa, ventava bastante, mas  o Sol estava intensamente lindo e refletia no Titicaca.Logo que descemos do barco, ainda no pier, diversas pessoas (principalmente crianças) vieram nos oferecer hospedagem. Acabamos fechando um quarto pra duas pessoas por 25Bs cada numa casa ali perto.

Isla del Sol
Isla del Sol

trabalhando
trabalhando

te quiero!
te quiero!
ovelhinhas friendship

Isla del Sol
Isla del Sol

Sobre a hospedagem: não tem nome, era a casa da família do Beymar (isso, com B mesmo!), o menino que nos abordou no pier. bem simples, como a maioria das coisas ali. Tinha apenas 3 quartos (um deles reservado para a família, dona da casa) + outros em construção; apenas um banheiro pequeno e não tinha cozinha (acho que estava dentro do quarto da família). mas tinha um jardim lindo e uma vista incrível do Titicaca e de um pedaço da ilha. a hospedagem incluiu roupa de cama (cobertas!), mas não tinha café da manhã nem papel higiênico no banheiro.Lá, além do Beymar, morava mais uma menina (da qual não me lembro o nome), mas que era uma graça. Me vendeu dois colares (5Bs) que, segundo ela, eram calendários Aymaras, povo que vive naquela região.

Quando estava chegando no alojamento, e parei pra pedir informação, ouvi umas pessoas falando num idioma diferente (não era espanhol); perguntei para uma senhora em que língua falavam e ela me disse que era Aymara.Deixamos nossas coisas no alojamento e fomos comer alguma coisa num restaurante por ali. Demorou bastante, mas estava muito bom: sanduíche (12Bs), batata frita (6Bs pra cada uma) e uma Coca-cola de 1L (5Bs pra cada uma).Depois, fomos caminhar pela Isla. Porcos, burros, galinhas, ovelhas e vacas são coisas comuns por ali, me senti ainda mais ligada à natureza.

praia, pessoas e vacas
praia, pessoas e vacas

Até chegar no outro lado (coisa de 5 minutos), vimos uma partida de futebol numa quadra ali perto (com o lago Titicaca ao fundo) e encontramos uma prainha, onde bastante gente acampava (pelo que ouvi os argentinos da barca falando, custava 5Bs) e uma vacas bebiam água do lago haha Foi incrível ficar um tempo ali observando a água se mover e o vento gelado batendo no rosto.Pra manter o hábito, passamos num mercadinho pra comprar um vinho (25Bs) e fomos para o alojamento. Ao chegar, descobrimos que não tinha energia e água, mas era só o “registro” que tava fechado. De qualquer maneira, como tava muito frio, esse seria mais um dia sem um banho decente, sobrevivendo somente com os lenços umedecidos.

O que nos restou foi abrir o vinho e conversar sobre políticas públicas (do Brasil!!) com um dos argentinos que estavam no quarto ao lado.

10/01 –  Isla del Sol x Copacabana x La Paz

Acordamos cedo pra comprar os tickets para a barca de volta à Copacabana: o “guichê” (que fica ao lado do pier, não tem como não encontrar) abre as 8h e a primeira barca sai as 08h30; e foi pra essa mesmo que compramos (25Bs). A Cami passou um pouco mal (fortes dores de cabeça e quase desmaiou), mas tomou um remédio que um cara que tava no barco deu e melhorou.Chegando em Copacabana, encontramos um lugar para comer. Era bem bonito e chick, mas os valores não estavam tão altos (fim de viagem é sempre assim, todo centavo é precioso!). Comi uma hamburguesa  por 20Bs – também demorou para ser servida, mas foi bom porque aí deu tempo de carregar as pilhas da minha câmera hehe

Passamos na agência Libertad, onde compramos nossa passagem para La Paz, pedimos pra deixar nossas coisas lá e fomos caminhas por Copa. Subimos uma rua cheia de lojas de artesanato e roupas e chegamos na Igreja de Nossa Senhora de Copacabana: linda por fora e por dentro (cheia de ouro). Em frente, diversas barracas vendiam faixas e flores que, segundo um senhor já tinha me contado, servem para colocar nos carros depois que eles são benzidos pelos padres; isso é algo comum entre os bolivianos, de benzer suas coisas.No horário combinado, voltamos para a agência e embarcamos no ônibus, que pararia tanto no Terminal de Buses de La Paz (nossa parada) quanto no centro da cidade.

Dica pra você que quer ir para o Peru: dali de Copacabana é possível ir para outros lugares; uma boa opção pra você que quer ir para o Peru/Chile. Tem ônibus para Cusco (aprox. 10h de viagem / 90Bs), para Arequipa (aprox. 9h por 100Bs) e para Puno (aprox. 3h por 30Bs) – de lá você pode ir para Uros-Islas Flotantes (sai as 16h e volta as 18h por 70Bs).A viagem foi tranquila e, novamente, cheia de paisagens lindas pelo caminho. Que lugar incrível é a Bolívia!

criancita pier

beymar
beymar
vaquinhas

nosso quintal
nosso quintal

lovely
lovely

alojamento
alojamento

alojamento
alojamento

Titicaca
Titicaca

Chegamos umas 16h em La Paz (nosso ônibus só sairia as 19h30) e encontramos o Jef. Ele nos contou que aproveitou esses dias pra conhecer La Paz e foi ver o Vini que realmente estava com Endema Pulmonar, gastou quase 2 mil reais no hospital e foi para o aeroporto comprar uma passagem pra casa (Goiânia, onde mora). Por isso, crianças, fica o aviso: o seguro de viagem não é algo dispensável não! Considerem contratar um quando viajarem por períodos longos; recomendo a nossa parceira Vital Card, que possui pacotes pra todos os gostos e bolsos, além de descontos pra grupos 🙂 

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Comi (pela primeira vez) algo na rua (uma hamburguesa, por 9Bs), pagamos a taxa do terminal (1,5Bs), fui fazer um xixi (0,5Bs) e partimos.

Sobre ônibus de La Paz para Sta Cruz: existem várias empresas que fazem esse trajeto, a maioria com bus-cama (por 220Bs), mas como eu tava bem pobre, preferi a semi por 160Bs (acho que o nome da empresa era El Dorado). Se puder, leve uma coberta com você – na primeira parada que fizemos, pedi pro motorista abrir o bagageiro pra eu pegar a minha, mas tava impossível encontrar minha mochila por ali. Um dos funcionários (que tava dormindo em um dos bagageiros (???)), me ofereceu uma coberta extra dele. Tava bem fedida, mas não queríamos congelar. Quase chegando em Sta Cruz, passamos muito calor, muito mesmo – acho que não tinha ar condicionado. Outra coisa muito engraçada (e irritante) que acontece: durante a viagem, várias pessoas sobem no ônibus pra vender coisas; mas não é oferecer, vender  e tchau – eles ficam falando incansavelmente sobre o produto. Durante o trajeto, lembro de venderem produtos para mal-hálito, escova de dente, creme para o rosto e até um remédio pra quem tem intestino preso. O Vini e a Cami queriam me matar por não ter ido de avião! haha

11/01 – Sta Cruz x Puerto Quijarro

Ufa! Finalmente chegamos em Sta Cruz! Pegamos nossas coisas e fomos comer algo: rodamos um tempo, mas acabamos almoçando num “restaurante” em frente ao terminal: Lomito (um lanche de carne que tava uma delícia!) + Suco (dividi 1L com o Jef) por 20Bs.A Cami passaria mais uma noite por ali, já que o avião dela pra SP sairia somente no outro dia. Eu e o Jef partiríamos as 20h30 pra Puerto Quijarro (fronteira) – por isso, o dia seria de bastante espera (estávamos muito cansados e sem dinheiro para passear pela cidade). Ficamos ali jogados sentados em frente ao Terminal, conversando e observando o movimento boliviano. Alguns mochileiros passaram, pararam, trocaram uma ideia com a gente; fui tomar uma ducha ali mesmo (por 3Bs) já que eu estava há 4 dias sem tomar banho – isso sim é ser mochileiro; sobrevivendo a base de lencinhos umedecidos! haha

Sobre o banheiro da rodoviária: fica no fim da rodoviária (lado esquerdo), cheira a xixi, mas não é sujo. O espaço pra você tomar banho não é minúsculo e tem um lugar pra você pendurar sua toalha e um banco pra você deixar suas coisas. A água é gelada, mas como tava um calor do capiroto, caiu muito bem.

A volta dos que não foram: estávamos ali sentados, conversando, tranquilos, até que a Cami começa a gritar: Vini! Vini! SIM, minha gente: o Vinícius estava ali, vivo e acompanhado por um outro cara que ele conheceu no busão. O que aconteceu foi que no dia anterior ele foi até o aeroporto, mas a passagem de avião estava muito cara; então ele não tinha outra escolha além de voltar pro Brasil de ônibus. Ficamos muito felizes por reencontrar o Vini feliz e saudável heheQuase no fim da tarde, nos despedimos da Cami (ela pegou um taxi pro hostel Loro Loko, onde ela já tinha ficado) e nós ficamos por lá conversando, ouvindo as histórias do Vini e do seu amigo até a hora do nosso ônibus partir, as 20h30.

Sobre o ônibus: como já viemos pra Sta Cruz no trem da morte, decidimos voltar de bus mesmo, já que demorava menos tempo pra chegar (mesmo sendo 30Bs mais caro). Seguindo as recomendações da mãe da Virgínia, compramos a passagem de Sta Cruz pra Puerto Quijarro logo nos primeiros dias de viagem, na nossa primeira parada em Sta Cruz, pra evitar não encontrar ao comprar na hora. Eu e o Jef fechamos com a empresa Id Suarez por 130Bs, o Vini e o brother compraram com a San Matias (acho que pelo mesmo preço).Nosso ônibus atrasou uns 15 minutos e não aparentava ser tão bom assim (O San Matias parecia ser melhor do que o nosso). Tinha dois andares, poltronas confortáveis e reclináveis e, para a nossa alegria, ar condicionado! Foram 12h de viagem sem sofrer com o calor, nem com frio, nem com nada.

12/01 –  Puerto Quijarro x Corumbá x Campo Grande

Chegamos em Puerto Suarez (que parece que é uma cidade coladinha com Puerto Quijarro, mó confusão) umas 6h30, esperamos os meninos e pegamos um táxi até a fronteira (5Bs pra cada). Chegando lá, pra nossa surpresa, havia uma fila do lado boliviano. Demorou uns 25 minutos até sermos atendidos e, nesse meio tempo, um guarda veio passando pra conferir os documentos; o Jef achou que tivesse perdido o papel verde e o guarda já avisou: vou tentar resolver seu caso, mas acho que vai rolar a multa de 450 dólares – ainda bem que o Jef achou o papel!

Finalmente chegou a nossa vez: entregamos o papel verde, o documento (passaporte ou RG) e fim; nada mais do que 2 minutos – partiu pro lado brasileiro (a pé mesmo) pra dar entrada no nosso país! Ali a coisa estava pior: a fila estava gigantesca! Mas, uma mulher super gente boa nos informou que brasileiros tinham prioridade ali, ou seja, havia uma fila somente pra gente e que estava minúscula. Entregamos os documentos e pegamos um táxi até a rodoviária de Corumbá (R$10/cada).Chegando lá, fomos comprar nossas passagens pra Campo Grande, mas a rodoviária (minúscula) estava lotada. O que rolou foi: o Jef, que tinha comprado a passagem de Campo Grande pra Curitiba pras 19h30, não conseguiu passagem de Corumbá as 11h (horário ideal) – por isso, foi até o aeroporto de Corumbá pra comprar uma passagem pra CG (até hoje não sei quanto $$$ ficou, mas sei que deu certo); eu precisava estar no aeroporto antes das 2h (meu avião saia as 3h), então comprei a passagem das 15h (com medo de não ter mais ônibus municipal no horário em que eu chegasse lá) por R$83 pela Andorinha (única empresa que faz o trajeto); o Vini tava livre, leve e solto – poderia chegar na sua terra em qualquer horário, aí comprou a passagem das 15h30.

Passagens compradas – e antes do Jef ir embora – fomos almoçar num restaurante boteco em frente a rodoviária, junto com um casal que conhecemos ali mesmo. O PF era R$10 – e parecia a melhor refeição da minha vida: depois de 12 dias comendo mal (e muitos pollos), eu estava extremamente feliz por comer arroz, feijão, macarrão, carne e tudo mais – + Coca (R$5 na divisão) + Tubaína – uma galera da mesa nunca tinha tomado!!! – (R$2 na divisão).Voltamos pra rodoviária (tiramos um cochilo, o Vini tomou uma ducha e ficamos conversando) até a hora em que meu bus chegou.

Sobre o ônibus: grande, moderno e bem diferente dos da Bolívia hehe saiu no horário correto, tem ar condicionado, banheiro e água gelada. Fez uma parada durante toda a viagem (6h) e, pra minha sorte, ele para também no Aeroporto.22h de um Domingo. O Aeroporto estava vazio, eu – morrendo de sono e de fome – comi um lanche numa das únicas lanchonetes de lá (Casa do Pão de Queijo) e comprei um suco na livraria ao lado (R$10 os dois, muito caro); depois, claro, tirei um cochilo gostoso em cima da minha mochila.Fiz o check-in no computador ao lado dos balcões e as 1h30, horário em que o balcão abriu, despachei minha bagagem. 

13/01 – Campo Grande x SP

Voltei pra casa de TAM: R$210 (com taxas) de Campo Grande para Congonhas. A viagem foi tranquila (ganhei até um fone!) e as 6h (horário de SP), cheguei na minha terra. Em frente ao aeroporto, peguei um ônibus para o metrô São Judas, próximo dali (linha azul) e voltei pra casa.

COMENTÁRIOS FINAIS

– leve papel higiênico pra onde for; na maioria dos lugares eles não oferecem (inclusive em hostels);
– quase todos os banheiros são pagos (de 1bs a 5bs);
– quando for andar de ônibus (de viagem) ou avião não esqueça de pagar a taxa (ela não está inclusa no valor da sua passagem); custa entre 1 e 3Bs (rodoviária) e uns 10Bs (de avião). Deve ser paga num guichê específico dentro da rodoviária;
– não perca de jeito nenhum o papel verde (que te entregam na fronteira); se isso acontecer, rola uma multa de uns 300Bs
– no papel, eles perguntam quanto tempo você ficará no país: coloque mais tempo do que você ficará (eu fiquei 10 dias, mas coloquei um mês); porque não tem problema em ficar menos, mas se você ficar a mais, você paga uma multa (acho que de 450 dólares)
– na volta, não esqueça de dar saída da Bolívia, ou seja, não deixe de carimbar seus documentos nas fronteiras (em qualquer uma da Bolívia, seja com o Perú, com o Chile, com o Brasil etc) quando estiver voltando. Se você não fizer isso, rola uma multa de 450 dólares!!
– nem sempre os ônibus saem da plataforma indicada no bilhete: não saem de uma muito distante, mas é sempre bom confirmar.

LINKS ADICIONAIS ⇑ VOLTAR 

+Dicas: Mochileiros.com | Outdoor.blog
+Restaurantes: Mochileiros.com
+Cias Aéreas:Aerocon
+Relatos: Bolívia – fotos/preços – 15 dias | Bolívia-Peru – 15 dias |  Bolívia e Peru – 15 dias (fotos e gastos) | Bolívia/Peru/Machu Picchu – Reveillon | Bolívia – 15 dias | Bolívia-Chile-Peru – 20 dias (talvez só integrantes do grupo consigam ver) | Bolívia – Peru | Bolívia e Peru-Sta Cruz, La Paz, Puno, Cusco, Arequipa e Lima – 21 dias (R$1306) | Retornando – Bolívia/Brasil | Bolívia-Chile-Peru

Voltei feliz, mais livre, cheia de histórias; voltei com vontade de viajar de novo.

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51 thoughts on “[relato] 12 dias na Bolívia (via Campo Grande/MS) – Jan/2014

  1. Oi Eloisa, estou indo para Bolívia em abril, você pode me ajudar com algumas dúvidas? Já li vários relatos mas é a primeira vez que estou perguntando pra alguém. Você reservou hospedagem na Bolívia ou foi tudo na hora? E as passagens de avião e ônibus também comprou tudo lá na hora também? Eu tenho uma bota tipo montaria muito confortável de couro e estou pensando em ir com ela para ajudar com a questão do frio e tal, você recomenda ir de bota ou é melhor só usar tênis mesmo? A sua jaqueta de couro deu pra segurar o frio de lá? Estou pensando em levar a minha também. Parabéns pelo relato cheio de detalhes!

    1. Oi Dayana,

      A única hospedagem que reservei com antecedência foi a do Loki Hostel em La Paz (porque, antes de ir, li em alguns lugares que na fronteira – Corumba x Bolivia – estavam pedindo comprovante de estadia la blablabla [mas nem pediram hehe]). O resto eu reservei por lá… é melhor! Não há perigo de não ter lugar pra dormir (a nao ser que voce chegue 2h da manha em algum lugar pra procurar hospedagem, como fizemos em Uyuni..mas foi uma exceção das bravas hahaha) e voce ainda tem a chance de encontrar lugares + baratos do que os que voce encontra na internet.

      O aviao pra Campo Grande e o onibus pra Corumba, eu comprei com antecedencia (ida x volta) porque voce sabe que aqui no Brasil eles aumentam o preço absurdamente ne?! (principalmente aviao). La na Bolivia a maioria eu comprei na hora (até aviao, sai o mesmo preço que com antecedencia). Só comprei o de Sta Cruz x Puerto Quijarro antes porque nao queria correr o risco de atrasar minha volta pra casa, ja que eu trabalharia na segunda-feira. Mas mesmo assim dá pra voce comprar na hora (talvez nao pro horario certinho que voce quer, mas pra 1h, 2h depois).

      Sobre o sapato: levei só um tenis e um chinelo (mas eu nao tenho bota). Se eu tivesse aquelas botas tipo tenis mas que serve pra trekking, eu levaria no lugar do meu tenis. Se sua bota é confortavel e nao pesa muito, leva sim!

      Pelo que li, em Abril é inverno por lá né?! Leve a jaqueta de couro sim, me ajudou bastante e no seu caso, que vai pegar + frio do que eu, será muito util. Se puder, leve segunda pele, toucas e lenços pra cobrir o rosto; venta muito hehehe

      Feliz por te ajudar de alguma forma! Se fizer relato depois, me passa o link pra eu ler =D
      Quanto tempo voce ficara por la?

      (ah!! e eu sou a nathaly,a eloisa tinha comentado aqui no blog hahahah)

      beijao e boa viagem!

      1. Muito obrigada pela resposta. Me desculpe por ter confundido os nomes. Eu vou ficar 12 dias. Estou muito preocupada com o frio e em conseguir voltar pra casa, espero que nenhuma manifestação atrapalhe minha viagem. Bjs

      2. Fique tranquila quanto ao nome e em relacao ao tempo! no final, tudo dá certo =)))
        A maioria dos hostels la (e alojamentos do tour pro salar) oferecem cobertas que esquentam bastante (eles sabem que la faz frio), entao, só se preocupe em levar roupas que mantenham a temperatura do seu corpo. Se puder, leve uma manta leve pra se esquentar nas viagens de trem e onibus.

        bjao!!

      3. Obrigada Nathaly,

        Mais uma dúvida, meu voo de volta para o Brasil sai de Santa Cruz de La Sierra às 13:50. Você acha arriscado eu comprar o voo de Sucre para Santa Cruz no mesmo dia saindo às 09:30h? É o voo mais cedo da BOA e dura 35 minutos. Você sabe se tem muito atraso ou cancelamentos? Porque se atrasar um pouco tem uma margem de segurança, mas se atrasar muito ou cancelar eu perco o voo pro Brasil. A outra opção é eu comprar esse voo para o dia anterior e perder um dia em Santa Cruz (porque os voos saem todos pela manhã). O que você recomenda?
        Obrigada

      4. OI Dayana!

        Bom, de acordo com a experiência que eu tive, recomendo que voe para Sta Cruz no dia anterior (a noite). Dessa maneira, você não “perde” tanto tempo em Sta Cruz (ainda ganha a manhã pra conhecer a cidade, que parece bonita) e não corre o risco de perder seu voo para o BR! No início da viagem eu peguei um aviao de Sta Cruz para Sucre, mas esse teve atraso de 3h por motivos climatológicos (muita chuva em Sucre). Nesse caso, não temos como prever se vai atrasar o não, depende da natureza heheheh eu não arriscaria….

        Bjao!

  2. Olá Nathaly,

    Muito legal seu relato, já salvei várias coisas aqui que serão úteis para minha viagem em Maio!

    Dúvidas:
    – Você precisou colocar roupa pra lavar durante esse período? Acha que precisa?
    – O câmbio foi feito sempre em reais ou acha que vale levar dólares também?
    – Quanto a segurança dos lugares em geral, qual sua opinião? Tenho um pouco de neura de levar meu celular, relógio, essas coisas…

    Obrigado!

    Att.,
    Kleber

    1. Oi Kleber!

      – lavar roupa: as unicas coisas que lavei durante a viagem toda foram minhas meias (mas nem precisava ter feito isso hahaha). Fiquei quase 14 dias viajando…levei roupas que pudesse usar varias vezes, de varias formas e nem precisei lavar. Mas, se voce achar que precisa lavar, saiba que esse serviço é barato por lá

      – eu só levei reais e troquei somente por bolivianos; a galera que tava comigo e foi para o Chile/Peru, trocou por dólares, mas acho que não será necessário no seu caso.

      – mochileiro sempre chama atençao (principalmente por causa do tamanho da mochila hehehe), mas o cuidado lá é igual ao que deve ter em qualquer lugar…divida o dinheiro por vários compartimentos da bolsa/bolso/doleira/meia; quando usar camera, enrole a cordinha dela na mão; se ficar em albergue, coloque cadeado na mochila/armario etc. Antes de ir, fiquei super preocupada com isso, mas foi bem tranquilo, talvez pelo fato de eu ter ido em grupo. Se for sozinho, redobre a atenção e, quando falar com estranhos, fique com um pé atrás. As pessoas são boas, mas não todas hehehe

      beijao e boa viagem!
      qualquer coisa, é só chamar!

  3. Olá Nathaly…tudo bem?

    Gostei muito do seu relato,me esclareceu em muitas coisas,,,ja que pretendo fazer Corumba _Cuzco via trem da morte finalizando com a trilha inca;vi que na Bolivia vc cambia o dinheiro aos poucos e levou tudo em reais,será q no Peru compensa levar reais ou doláres?;chegando em Santa Cruz,pretendo ir direto a La Paz,,,será que rola busão ou melhor avião??$?$?
    Valeu pelo seu diário de “bordo”…
    Abraço.

    1. Oi Danilo!!

      Algumas pessoas com quem viajei partiram para a trilha inca; parece maravilhosa!!
      Sei pouco sobre o cambio no Peru/Chile etc, mas essa mesma galera levou dolares (e alguns reais), parece que compensa mais.

      Se estiver com os dias contados (e tiver uma graninha extra), vá de Sta Cruz pra La Paz de aviao. Eu fiz o trajeto contrário e demorei 17h de um lugar ao outro hehehehe
      Não é terriiiiiiivel, mas indo de aviao voce ganha um tempo a mais.

      Boa viagem pra voce!!!
      Qualquer coisa, é só mandar mensagem =)

      beijao!

  4. Ola, ótimo relato, pretendo ir em abril, será que é muito frio? E quanto ao dinheiro, vc trocou REAIS por BOLIVIANOS em várias cidades conforme foi precisando?, é que li em outros relatos que não aceitam REAL nas cidades mais longes da fronteira.
    Obrigado.

  5. Nathaly, queria apenas falar sobre uma feliz coincidência, o ano passado quando estava planejando a minha viagem para o Uruguay encontrei o seu relato no Mochileiros.com e foi muito útil e inspirador porque eu estava com medo e cheia de dúvidas. Aproveitei algumas dicas e minha viagem foi ótima! Agora pesquisando para a próxima que será Peru/Bolívia encontro o seu relato de novo! Já havia lidos várias coisas sobre a Bolívia que haviam me desencorajado um pouco (principalmente porque viajo sozinha), mas seu texto me motivou novamente!

    1. Oi Priscila,

      Muito bom ler esse seu comentário!
      Você foi para o Uruguai? Como foi? Quando vai para a Bolívia?
      Sinta-se motivada! Acredito que todos os lugares têm algo que merece ser apreciado (e a Bolivia é linda!) 😀

      Vamos trocando mensagens! =D
      Boa viagem!

      Beijos

      1. Fui para o Uruguai em Janeiro deste ano e foi ótimo! Melhor impossível! Foi uma mistura de mochilão e curso intensivo de espanhol, na verdade o curso foi uma desculpa para viajar sozinha. Foram 20 dias de viagem, sendo 2 semanas em Montevideo. Me apaixonei completamente por aquele lugar. Fui também a Colonia del Sacramento e algumas praias.

        Ainda estou no início do planejamento da próxima, aquela fase de “viajar pesquisando”. Pretendo ir no final do ano ou inicio do próximo. Na verdade minha ideia inicial era somente Peru – Lima, Cusco e Machu Picchu – mas quero aproveitar e conhecer a Bolívia também, a principio Copacana, Isla del Sol e La Paz. Não tenho dúvidas que é um lugar fascinante mas alguns relatos haviam me assustado um pouco, confesso, mas nada que tenha me desmotivado completamente.

        Parabéns pelos relatos de suas viagens, são muito bonitos e úteis.

        Beijos

  6. Estou prestes a fazer meu primeiro mochilão, vou fazer só Bolivia também, 25 dias! Agora que ta chegando, o frio na barriga vai aumentando e ler relatos como esse me devolvem um pouco a calma…rss Foi de grande ajuda!!! Valew

  7. Oie, Adorei isso tdo que vc descreveu,
    Vou em dezembro pra bolivia/peru, e seus relatos estao me ajudando mto.
    Gostaria de mais informaçoes sobre os hostel, se tu conseguiu algum antes e so na hora mesmo, e tbem qtos que tu gastou em toda a viajem.

    Obrigado.
    Luh Rivas 🙂

    1. Oi Luh!!! Sempre fico feliz ao ver que os relatos ajudam; essa é a intenção!

      Sobre os hostels, o único que reservei com antecedência foi o Loki Hostel (em La Paz) porque é bem conhecido e eu não queria não aproveitar a festa de lá hahaha Mas, em toda a Bolívia, não tem problema em chegar lá e reservar na hora. A única coisa é: se você chegar bem a noite/ de madrugada pra reservar pra mesma hora é bem provável que você não consiga (como aconteceu em Uyuni, que procuramos às 2h e em La paz, que não encontramos hostel e, por isso, ficamos em um Hotel (mais caro))

      No comecinho do relato tem o link pra planilha que detalha todos os gastos (ela estava indisponível mas agora arrumei o link!). No total gastei aprox. R$1600 (mas, como eu sempre digo, dava pra ter economizado. Como eu tava com a galera e queria beber mais e evitei de pegar um ônibus (de longa duração) durante a viagem, acabei gastando mais)

      É isso!
      Qualquer coisa é só chamar!

      beijao

  8. Nossa, ficou bem de boas, Mas tbem não quero ficar em apuros por la, por isso estou verificando tudo antes.
    Desculpa, eu não vi a tabela. haha.
    Mas obrigado pela atenção.

  9. Adorei seu relato, Nathaly.

    Estou indo agora no dia 13 de julho (Rio-Campo Grande) e voltando dia 31 (Campo Grande-Rio) com mais 3 amigos, me animei bastante depois de ler seu relato. Só fiquei preocupado com o tempo, já que gostaríamos de ir até Cuzco, nosso trajeto inicial já na Bolívia está assim: Puerto Quijarro- Santa Cruz (Só de passagem, talvez nem dormir lá)- Uyuni (ainda não sabemos como vamos chegar lá, mas já temos como base seu relato)- La Paz- Titicaca (Ilha do Sol é parada obrigatória, né? Talvez fiquemos uma noite por lá)- Puno ou direto para Cuzco- Machu Pichu (Talvez)- Volta pelo mesmo trajeto de ida.

    Tenho duas perguntas e se vc puder me responder serei eternamente grato rs,
    1- Quanto vc gastou no total?
    2- Pensei em levar uma parte em dinheiro (dólares) e sacar por lá de acordo com as necessidades, minha conta é do Banco do Brasil, vc sabe me dizer se rola de sacar por lá? É que viajei duas vezes pra Venezuela e é meio ruim ficar andando com dinheiro, vc nunca fica tranquilo, sem contar que um guarda venezuelano tentou me arrancar uns dólares quando passei pela fronteira no ano passado.

    Muito obrigado!

    Beijos

    1. Oi Elton!

      Muito feliz por ter ajudado!

      No total, gastei uns R$1600 (tudo incluso, passagens também) e levei tudo em grana – reais – e fui trocando por bolivianos no caminho. É mais perigoso, mas nao gosto de ficar sacando fora do BR por causa de taxas etc. Por lá rola sacar sim! A galera que tava comigo e que a grana foi acabando sacou por la…é tranquilo =D

      Sobre o tempo: acredito que dê tempo de ir para o Peru, mas precisa ser bem planejado isso… pra voce nao perder a sua volta =) tenho amigos que foram do Uyuni pro Atacama e dps pra Machu Picchu, mas eles ficaram 1 mes viajando….

      É isso! hehehe
      Qualquer coisa, é só chamar!

      beijao e boa viagem.

  10. Olá Nathaly!! Valeu pelo roteiro, várias dicas super úteis, ajudando muito no planejamento da minha ida à Bolívia! Aproveitando, gostaria de saber como vc comprou a passagem de sta cruz à Sucre, pois pelo site da TAM isso não é possível! Na hora é tranquilo comprar?

    1. Obrigada, Gabriela!!!

      Sobre a passagem, decidimos e compramos na mesma hora pelo mesmo valor de sempre.
      Diferente daqui, eles não aumentam o valor da passagem conforme vai se aproximando da partida. PRa você ter uma ideia, compramos com 1h de antecedência e pagamos bem pouco! =)

      Qualquer outra duvida, estou por aqui
      beijao

  11. Bacana seu relato, Nathaly!

    Estou indo à Bolívia em Maio, ainda com dúvidas sobre roteiro, terei entre 16 a 17 dias.
    Quero conhecer: La Paz, Sucre, Potosi, Uyuni, Copacabana e pensei de fazer Atacama junto.
    Será que dá tempo? Que me recomenda em termos de logistica??

    Valeu! 😉

    1. OI Bruna! Desculpa a demora pra responder, to viajando agora! hahahah

      Acho um bom roteiro e creio que da pra fazer Atacama sim…quase todos os tours que saem pro passeio de 3 dias pelo Salar de Uyuni te dao a opcao de, no ultimo dia, ir pra San Pedro (sem pagar nada a mais por isso). Aproveita! Mas se achar que fica corrido e achar melhor tirar uma cidade, eu deixaria de lado Sucre…fora a bebedeira com a galera com quem viajei, cidade nao tem quase nada.

      Eh isso!
      Agora em Fevereiro vou pro Atacama e to deixando dicas la no Chao da America (https://www.facebook.com/chaodamerica), se quiser acompanhar… =)

      beijao

  12. Nathaly, seu relato está me ajudando muito para o meu primeiro mochilão sozinha pela Bolívia.
    Obrigada por compartilhar suas experiências.
    Amando seu blog 🙂

    Bjs

  13. Eu ameiiiii seu relato…estou vivendo intensamente a preparação para ir a Bolivia e ao Peru com meu esposo e seu relato minuscioso me tirou muitas duvidas….obrigada. . bjos.

  14. Nathaly obrigada por compartilhar informações tão ricas, estou programando uma viagem para estudar, procurei em diversos lugares e a indicação é quem Sure é um dos lugares mais em conta para se estudar o idioma e por ser tratar de um espanhol mais limpo, será minha primeira viagem para fora do Brasil, infelizmente pelo alto custo optei por me programar por conta própria já que vou usar o dinheiro de rescisão da empresa na qual trabalhava, mas estou muito preocupada, será que você pode me ajudar? Minha idéia é ficar num hostel por no minimo 30 dias, tenho apenas R$ 10.000 e a minha intensão mesmo era ficar uns três meses, porém, como não conheço, nunca fui estou chutando esse minimo, você teria indicações de escola? Acha que fiz uma boa escolha em ir a Bolivia estudar, em questão de custo? O que você me indica? Estou pesquisando muito, mas a experiência de quem já esteve no local, sem sombra de dúvida é a melhor. Obrigada =)

    1. Oi Camila! Bacana seu comentario…

      Eu fui pra Bolivia como turistona, por isso, nao consigo te dar informações tão precisar em relações a cursos, onde estudar etc. Sei que quando você VIVE em um lugar, o aprendizado é muito mais intenso do que quando você apenas PASSA por ele. Tenha certeza de que com essa experiência, você vai conhecer melhor a cultura boliviana, aprender gírias e muito bem o espanhol…e isso aconteceria em qualquer outro país!

      A Bolivia, agora culturalmente falando, é riquissima! É bem diferente do Brasil e, por isso, vai te permitir enxergar as coisas de uma outra maneira. Aula de história, geografia e antropologia pura!

      Quanto a grana, eu (mochileira-perrengue-que-economiza-sempre) acho que é suficiente. Pensa: 10mil reais pra três meses é algo como 3mil reais e uns quebrados por mês. Levando em consideração que a Bolivia tem uma moeda bem desvalorizada em relação ao real, você ta rica! hahahaha

      Enfim… acho que é isso!

      Posso te ajudar alguma outra informação?

      Um beijo y suerte.

  15. Oi Nathaly!!

    Passei aqui pra registrar que acabei de voltar da Bolívia! Fui dia 05/08 e voltei dia 20/08 via trem da morte e sozinha! E o seu relato foi um dos que mais me ajudaram na viagem!

    Muito obrigada pelos detalhes e inclusão dos gastos, deu uma ajuda muito boa! Obrigada 🙂

    Acabei de postar meu relato no site do Mochileiros! Dá uma olhada depois se tiver a fim.

    Qual sua próxima trip? Fiquei com vontade de viajar com você! hehe

    Beijo!

    http://www.mochileiros.com/bolivia-via-trem-da-morte-sozinha-15-dias-t118251.html

  16. Muito bom…Parabéns…
    Uma duvida, pretendo ir a Bolivia e Peru em novembro. Saindo de La Paz com destino a Copacabana e depois Puno e Arequipa. Saindo bem cedo de La Paz consigo pegar um bus no terminal para Copacabana, passar umas horas por lá, depois final da tarde pegar um bus para Puno?
    A fronteira fica aberta até as 18h? Você tem alguma empresa de bus para recomendar que faça esse trajeto ou que vá direto para Puno?
    Sabe dizer se existe algum local para deixar as malas(rodinha) enquanto passeio por Copacabana?
    Agradeço

    1. Oi Fabio! Obrigada pela visita e comentário. Espero ter te ajudado bastante =)

      Fica meio complicado pra mim dar dicas sobre Puno e Peru porque não fui pra lá =(

      Mas, sobre a van pra Copacabana (que fechei com contatos do hostel e eles me buscaram lá) eu consigo sim =)

      Saimos bem cedinho pra Copacabana, acredito que é tranquilo. (só lembre-se que “cedinho” é bem cedinho mesmo, afinal são quase 4h de La Paz pra Copacabana).

      Pra pegar umas dicas sobre Copa, te deixo o blog de uma amiga, a Camila: http://www.omelhormesdoano.com/categorias/viaje-com-a-gente/bolivia/copacabana/

      Que tal passar mais uma ou duas noites por ali e conhecer a Isla del Sol? Vale muito a pena ❤

      Ah! Também não sei sobre horário da fronteira, mas achei num blog essa informação:

      "A fronteira da Bolívia e do Peru está aberta das 8h ao meio-dia – e a partir de duas horas -7 : 30pm . Obs:Não precisar de passaporte para nenhum pais que faz parte do tratado Mercosul." http://www.incaworldtravel.com/por/noticias/como-cruzar-a-fronteira-punoperu-para-copacabana-na-bolivia-27/

      Sei que existem muitas empresas que fazem o trajeto de Copa pra Puno, mas também não sei os horários. Troque uma ideia e certamente vai encontrar alguem que fique com a sua mochila, quem sabe até a empresa que vai te levar até o Peru 🙂

      Boa sorte e boa viagem!
      Abraços

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