[relato] Primeira Parada – Buenos Aires

Enquanto lê, escute. Logo você entenderá o porquê dessa recomendação 🙂

Olá, Argentina! Depois de passar por uma situação chata, cheguei ao centro de Buenos Aires, me instalei num hostel bacana e fui conhecer a cidade, começando pela famosa feira de San Telmo, que acontece somente aos domingos. Senhores leitores, tenham uma boa viagem!

 19/07 – HORA DE PARTIR

Como já disse no meu post pré e pós viagem, comprei as passagens Sp x BsAs uns dois meses antes numa promoção que vi no Melhores Destinos. No dia 19, cheguei no Aeroporto de Guarulhos para fazer check-in umas 2h antes do meu voo, que partiria as 21h30…foi a primeira vez que encontrei uma fila relativamente grande para isso, mas foi tranquilo. Despachei a minha mala com 6,8 kg e fui para a sala de embarque – e me deparei com outra fila grande.

Enfim, tudo correu bem e lá estava eu voando para a terra dos hermanos… e, no meio da viagem, o momento mais esperado: o lanchinho haha Ps. A Gol, em voos internacionais, oferece lanche + bebida para os passageiros; para voos nacionais, eles cobram uns R$15.

Eu estava na janela – porque gosto de ficar olhando o céu – mas acabei dormindo. Quando acordei, tive uma surpresa linda: Buenos Aires toda iluminada, parecia que só pra mim. Não sei porque, mas aquilo me emocionou de uma maneira incrível…eu estava chegando!

“de repente, eu dormi
quando abri os olhos
com o rosto para  a janela
vi muitas luzes
e de certa forma
me enchi de alegria
era Buenos Aires”

rabiscos em um caderno de viagem

 20/07 – PRIMEIRA NOITE EM TERRITÓRIO ARGENTINO

Cheguei lá pras 00h20 no aeroporto de Ezeiza – o mais afastado do centro de BsAs, passei pela imigração e, logo no primeiro contato com o povo local, fui muito bem tratada – já quebrando aquela imagem de “argentinos mal educados”.

Uma observação: fico puta da vida por ser “obrigada” a passar pelo Free Shop – já que ele fica no meio do caminho entre o desembarque até a saída do aeroporto. Não só porque não quero comprar nada, mas porque também essa mistura de perfumes no ar ataca minhas pequenas narinas. Não mereço, humpf.

Como raramente uso táxis durante as viagens e ainda não sabia onde iria me hospedar na próxima noite, eu já fui decidida a dormir por lá mesmo.

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 SOBRE O AEROPORTO EZEIZA

dormindo no aeroporto de Ezeiza

Achei organizado e limpo – embora seja pequeno. Tem dois andares: no primeiro, ficam as lojas e restaurantes, desembarque, check-in e saída; no segundo (se não me engano), fica somente o embarque, alguns restaurantes e lojas e….o lugar onde dormi – que não passa de um “balcão” de granito na beira das suas grandes janelas. Comi a marmita (pão com queijo) que trouxe de casa para justamente não gastar com janta (ou café da manhã?) no aeroporto, coloquei minha mochila como um travesseiro e, aí, vocês já devem imaginar como foi essa primeira noite de sono né?! haha Embora eu tenha conseguido descansar, foi uma noite gelada, numa “cama” dura e com trilha sonora – já que tinha uma caixa de som bem em cima da minha cabeça tocando altas músicas a noite toda – inclusive tango.

 A BUSCA POR MONEDAS

Umas 8h eu resolvi levantar e é a partir daqui que meu primeiro “perrengue” começou.

Fui até o banco – sempre com cotações horríveis – que tinha lá dentro para trocar uns poucos dólares para pegar o colectivo até o centro. Cambiei 20 dólares (o mínimo que me permitiram trocar) por uma cotação de uns 8,5 pesos (lembrando que, antes de ir, conferir no Dólar Blue e o paralelo estava pagando 11 pesos #chora :/).

Antes de ir, li em diversos blogs que nos colectivos aceitam somente moedas ou o SUBE – uma tarjeta (cartão) que além de te dar um desconto no valor da passagem, ainda evita que você tenha que ficar correndo atrás de moeda – EXATAMENTE O QUE ACONTECEU COMIGO!

Na hora que troquei o dinheiro, pedi para que me dessem moedas, já que eu sabia essas coisas sobre a passagem do ônibus, mas a senhorita me disse que NÃO tinha moedas – eu pensei “estranho um banco não ter moedas, mas ok” e fui tentar trocar em alguma loja/restaurante. RESUMINDO: fiquei conhecida por todo mundo do aeroporto, já que passei em TODAS as lojas pra tentar trocar as notas por moedas MAS NINGUÉM TINHA; já tinha entendido a situação da Argentina…moeda é coisa rara lá, não é comum como aqui no Brasil. Outro detalhe é que não vendem o SUBE no aeroporto…triste a situação dos turistas 😦

Depois de quase chorar horrores e de pegar umas infos com um cara super gentil,  fui comprar a passagem do ônibus executivo para o centro de BsAs que me custou nada mais do que 120 pesos.

 COMO IR: Ezeiza x Retiro

Existem 3 maneiras de ir desde o aeroporto de Ezeiza até Retiro, o centro de BsAs (onde tem o terminal de ônibus, o de trem e o porto).

mais econômica é o colectivo (número 8 que passa em frente ao aeroporto) que custa 10 pesos – de moedas, vá preparado.
meio termo é ir com o ônibus executivo da Tienda Leon que custa 120 pesos – você compra a passagem dentro do aeroporto mesmo.
A mais confortável é ir de táxi, já que esse te deixa em frente ao seu destino. Me disseram que sai até uns 300 pesos, ou seja, se estiver sozinho fica bem caro, mas se encontrar outras pessoas pra dividir, é bacana.

Li sobre uma quarta opção em algum blog: vans que custam 50 pesos e te deixam em Retiro também. Mas não encontrei e o rapaz que me ajudou com umas informações disse que não sabia sobre a existência dessas vans :/

 CHEGANDO A RETIRO

Como disse, o ônibus da Tienda Lion nos deixou ali em Retiro e eu logo fui buscar um lugar para comprar um mapa, já que estava sem qualquer eletrônico para me auxiliar. Entrei em em uma galeria com várias lojas de roupas, tênis etc e perguntei se tinham mapa ali – devem ter me achado uma louca… por que venderiam um mapa de Buenos Aires dentro de um mini shopping só de roupas? hahahaha Fui direto para o lugar mais óbvio: a estação de Trem (super fofa e com uma arquitetura antiga!) e comprei um guia + um mapa de BsAs por 15 pesos – e ambos foram muito úteis para todos os dias que fiquei por ali!

Eu ia aproveitar e já ver a passagem de trem para Córdoba, mas a Ferrocentral fecha aos domingos 😦

 CÂMBIO NA CALLE FLORIDA

A próxima parada era a Calle Florida, já que sem pesos eu não faria coisas como almoçar e reservar o hostel rs
Dei uma de turista perdida sem saber direito para onde ia, fui pedindo informações pra todo mundo e cheguei.

Essa é a rua do comércio e do câmbio paralelo. É extensa e tem várias pessoas gritando “câmbio, câmbio, câmbio”.
(aiai, como eu queria encontrar uma dessa aqui em São Paulo! hahaha) Caminhei – sempre tomando cuidado com os meus pertences, já que estava com o mochilão nas costas – e fui perguntando a cotação dólar x pesos pra achar a que mais valia a pena.
Como já comentei no post pós-viagem, a melhor cotação que encontrei foi de 11,80 pesos por notas de 100 dólares, 11,50 para as demais notas e 4,70 por real. Eu tava feliz! As coisas estavam melhores do que eu tinha planejado (11/dólar e 3,5/real) 🙂

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Dica: não tive problemas com notas falsas, mas é sempre bom conferir…dê uma olhada na textura e na marca d’água com o rosto do presidente; ah, contar as notas pra ver se o valor está certinho é uma boa também 😉

 EM BUSCA DO HOSTEL PERDIDO

Depois de trocar o dinheiro e estar ryca (zoeira), era hora de encontrar o hostel.
Os nomes e endereços que eu tinha eram dos hostels mais baratos (todos os valores para quartos compartilhados): Che Lagarto – 122 pesos (tá, não tão barato assim…), Rock Hostel KM0 – 80 pesos e o Hostel Sol – onde me hospedei e paguei 65 pesos por noite.
Um hostel bem animado, com festa e bastante recomendado é o Millhouse (que tá 17 dólares); não tava na minha lista, mas fica a dica 🙂

Hostel SolEscolhi o Hostel Sol por ser o mais barato da lista; além disso, tem mercado e restaurante perto e fica do ladinho da feira de San Telmo. Se você for quase um camelo como eu, você também consegue chegar tranquilamente a vários pontos turísticos da cidade, a Puerto Madero, La Boca, até a estação de trens em Retiro e ao terminal de ônibus, ao lado.

Bom…caminhei desde Retiro até lá; aproveitei pra conhecer a cidade, as ruas, as pessoas etc. Fiz o check-in no hostel só pra um dia (já que no outro, a noite, eu iria pra Córdoba), deixei minhas coisas por lá e fui caminhar pela feira de San Telmo.

 A FAMOSA FEIRA DE SAN TELMO Y OTRAS COSITAS MÁS

Já tinha ouvido falar dessa feira, mas parei pra ler sobre ela quando um rapaz de BsAs – pra quem mandei solicitação no Couchsurfing – disse “ó, não posso te receber nessa data, mas vai na feira de San Telmo pra ver a minha banda tocando…”

E eu fui e descobri que a feira nada mais é que uma rua longa pra caralho lotada de gente de todos os tipos: turistas (muitos brasileiros), artistas (incluindo a galera da ToniMontaña, a banda que citei) e gente vendendo de tudo também, principalmente antiguidades. É linda! Incrível…ali, me senti no coração de Buenos Aires 😉 E as coisas não são tão caras assim…me segurei pra não sair gastando meus humildes pesos.

Depois de caminhar por toda a rua e encontrar de tudo por lá (até um dançarino de tango zoando um brasileiro por causa do 7 x 1), parei em um restaurante para almoçar algo bem típico: milanesa, muitas papas fritas e uma quilmes de leve (82 pesos).

Obs:
Uma coisa que achei diferente (e gostosa) é que eles comem milanesa de frango/carne com um limão um pouco mais cítrico do que o comum aqui no Brasil; sem contar que eles não têm o costume de comer arroz.

Continuando o passeio, resumindo, passei pela praça da  Casa Rosada (uma fofa!), caminhei até o Obelisco e ali curti o fim da tarde, observando as pessoas e o céu. Foi gostoso!

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De modo geral, foi uma chegada tranquila e logo no primeiro dia já pude conhecer um pouco da essência porteña (como o pessoal de BsAs é conhecido). Depois de beber uma outra quilmes, fui relaxar e interagir com outras pessoas  (confesso que sou tímida pra isso) no hostel e dormir numa cama quentinha e confortável.

Fiquem com as fotos abaixo e aguardem os próximos capítulos! Tchau.

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3 thoughts on “[relato] Primeira Parada – Buenos Aires

  1. adorei a trilha sonora recomenda logo no início do texto. Quanto ao relato como um todo, duas palavras são suficientes para caracterizá-lo: informativo e empolgante. Parabéns! 🙂

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