[diários] sobre a volta na Ilha Grande e desafios do trekking

em 2015, fiz a Meia Volta na Ilha Grande. e nessas férias, decidi voltar. na prática, foram 7 dias caminhando sem parar, entre 40 a 50 km no total, considerando até as vezes que erramos a trilha. cada mochila com uma média de 20 kgs – levando equipamentos e muita, muita comida saudável. nada de miojo! mandioca, abóbora, beterraba, arroz sete grãos, barrinhas, etc e muita água. trilheiro bom é trilheiro saudável. 

erramos talvez em algumas escolhas, como em alguns alimentos pesados e, eu, levando uma mochila menor do que deveria [50L] e tendo que carregar, na frente, uma de ataque [30L]. mas, na trilha, você precisa aprender a lidar com seus erros e ter paciência. muita paciência. foi difícil não conseguir enxergar meus passos, mas quando terminamos de comer tudo que tinha no Benjamin, como batizamos ele, foi um alívio. obrigada, time. [na próxima eu acerto. já tô mentalizando & desejando a minha Deuter 70L]

foram dias intensos. de longe, a quantidade de kilometros ou de horas caminhadas por dia podem parecer pouca. mas, foram caminhadas intensas. de respiração ofegante, de muito suor, de muito carboidrato pra gastar, de muitas pausas, pés cansados e bolhas.

areia, pedra, sol, mato, mangue.
paciência, resistência, condicionamento.

no segundo dia, eu quase desisti. não há problema nenhum em perceber que não sou capaz, eu pensei. mas, meu companheiro, com sua paciência, disse que desistiríamos juntos, mas que sabia que eu era capaz e poderia tentar mais um pouco – se precisasse, ele me ajudaria carregando o Benjamin. e eu continuei, mesmo pensando em pegar um barco; mesmo com o Benjamin me atrapalhando a visão, nas subidas e nas descidas.

“Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar”, é meu mantra oficial das trilhas. salve Chico Science!

e, depois do último dia ser o mais intenso, terminamos a volta na ilha. e, sério, achei que eu fosse chorar quando chegasse. tava me sentindo uma maratonista quando cruza a linha de chegada em primeiro lugar.

trilhar não é uma competição. não quero ser a mais rápida. quero alcançar o primeiro lugar no meu pódio individual. superar meus limites. vencer minhas barreiras – mentais e físicas. entendendo que é preciso “caminhar como um idoso para chegar como uma criança”.

quanto a foto, fiquei na dúvida qual postar.
uma que mostre dor & sofrimento ou uma que mostre um lugar bonito? essa foi a escolhida, pra mostrar que cada minuto caminhado vale a pena quando você chega no topo. no seu topo.

ufa.
cheguei. chegamos. fizemos a volta na Ilha Grande.

qual a próxima? 🙂 


DIÁRIOS é uma série de postagens originais do Facebook com temas do cotidiano e linguagem mais informal.

clique aqui para ver o post original.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

w

Connecting to %s