[diários] 8 meses de “O Rio de Janeiro tem te feito bem, hein?!”

a cada vez que eu volto pra SP, a frase “nossa o Rio tem te feito bem” tem se multiplicado. Realmente, tô mais feliz, mais leve, mais bronzeada, menos inchada. É o Rio de Janeiro que tem me feito bem? Talvez, um pouquinho. O Rio tem tantos problemas & qualidades como qualquer outro lugar. Mas, acho que a principal culpada dessa melhora toda não é o Rio, nem a cachorra, nem o mozão, nem nada. Ela se chama: eu mesma.

Minhas escolhas tem me feito bem. Eu tenho decidido [às vezes, a duras penas] acordar cedo, beber menos, falar menos coisas negativas, reclamar menos, ter relações mais saudáveis, deixar ir quando tem que ir, deixar ficar quando tem que ficar. Eu tenho decidido [com muita felicidade] agarrar as oportunidades, trabalhar muuuuuuito e várias horas do dia pra alcançar meus sonhos. Eu tenho decidido [isso sim, às duras penas real] controlar a ansiedade todas as vezes que o medo bate no meio da madrugada, me exercitar, comer melhor, ter relações mais offlines e curtir minha catiora.
2016 foi um ano ótimo, sem dúvida. Mas, foi um ano de muitos erros meus + momentos bem intensos que me consumiram bastante energia, que as vezes me levaram pro fundo do poço, mas que deixaram de herança lições MUITO importantes pro resto da vida.
E aí veio 2017, cheio de transições e novas tentativas. Não foi no primeiro mês de Rio, nem no segundo. Nem foi pelo Rio. Na verdade, a vinda pra cá foi quase um renascimento e renascimentos não são fáceis, porém, são necessários.
[pra quem só vê sorrisos nas fotos minhas por aí] Nunca foi fácil, mas tive que tentar. Eu cheguei num fundo do poço que nunca tinha chegado. E tô falando de todas as áreas da vida, principalmente a psicológica. Aí eu olhei pra ele [pro poço, onde fiquei por uns bons dias achando que nada ia melhorar] e, depois de uns dias, concluí: “cara, ninguém pode me tirar daqui. tá todo mundo vivendo sua vida & correndo atrás dos seus sonhos pessoais. as pessoas, a família, as terapias podem até estender a mão. mas sou eu que decido agarrar nessa mão pra me ajudar a voltar pro topo – ou não”.
E a duras penas eu agarrei as mãos [porque sozinha não vamos a lugar nenhum] e voltei de um abismo que eu tava há anos. e olha..a vida aqui em cima, pertinho do sol, é muito mais legal. e quem me viu pessoalmente, tá ligado como as coisas mudaram.


aí, eu digo isso: o mundo vai te estender a mão, mas é você que decide se vai agarrar pra conseguir voltar à luz, ou não. você decide.

fim

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