[fotos] Aldeia Tekoa Ytu/SP

Fotos recheadas de muito amor, inocência, resistência e luta dos índios da aldeia Tekoa Ytu de São Paulo. Vivem assim, em uma parte bem pertinho de uma natureza que não é a ideal a eles, dentro da cidade grande. Ao lado do Parque Jaraguá, resiste esse pequeno espaço cheio de cultura e força. Continue reading “[fotos] Aldeia Tekoa Ytu/SP”

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[relato] Paranapiacaba/SP

Olá pessoal!

Paranapiacaba é uma pequena vila que pertence ao distrito de Santo André e é uma ótima opção para os paulistas que querem fugir pra natureza, mas sem ir muito longe. Continue reading “[relato] Paranapiacaba/SP”

[relato] Trilha do Bonete/Ilhabela-SP

Depois de algumas pesquisas e tentativas, finalmente consegui: fiz a famosa trilha que dá acesso à praia do Bonete, ao sul da Ilhabela/SP!

A praia possui aproximadamente 300 habitantes e é uma das mais preservadas e reservadas da região. O acesso é possível somente através de barco ou trilha. Continue reading “[relato] Trilha do Bonete/Ilhabela-SP”

[relato] Primeiros passos por esse Chão da América..

Depois de uma noite mal dormida, despertei bem cedo – ainda escuro – pra finalmente me despedir de todas.
Era a única coisa que eu deveria fazer, já que a mochila estava preparada há dias e não faltava nada, além da já recém saudade de casa.

A minha irmã foi a primeira, mas ainda estava dormindo. Foi um abraço na beira da cama, ela com os olhos meio fechados. Depois a mamy. “Cuidado” “Juízo” e um “Se não for o que você esperava, volta” – aí a garganta fechou e eu decidi não enrolar mais. Parti. Parti pra viagem mais longa e louca que já planejei, que deixou a véia de cabelos brancos e coração apertado. Eu sei, mas ela sabe também que a gente cresce e quer voar. E eu voei. Voei com a minha amiga, que durmira em casa, pro ponto de ônibus. E com ela a despedida foi menos apertada, estávamos acostumadas a ficar tempos sem nos ver.

Pronto. E ali eu estava: sozinha, sem compromissos, sem ordens. LIVRE. Dali pra frente, eu, minha mochila e o Jonas, meu companheiro de viagem que encontraria na rodoviária do Tietê, em São Paulo, pertinho de casa. Dentro de mim, uma calmaria. Nenhuma ansiedade, medo, saudade, arrependimento..nada. E assim segui até encontrar o J, porque ali, com mapa na mão e sorriso grandão, me enchi de expectativas pra viagem! Pegamos nossas mochilas, entramos no metrô e seguimos até alguma estação de trem em Osasco, onde descemos, pegamos outro ônibus e chegamos na rodovia. Foram quase R$7 até chegar à minha primeira rodovia, erguer pela primeira vez o dedão e esperar. Quando chegaria a primeira carona? 

Caminhamos, fizemos umas plaquinhas: “SC” “Sul” e, a melhor de todas, “E se fosse Jesus?”. Mas ninguém parou. Andamos, paramos, bebemos água, sofremos com o sol. Comemos. Encontramos um casal: a menina, Naara, ia para o mesmo lado que a gente; o Caio só estava acompanhando-a até conseguir carona. E seguimos juntos. Caminhamos, sofremos com o sol. Suamos e escutamos várias vezes “Próximo posto” “Mais uns 2km”. E nessa brincadeira, acho que caminhamos uns 10km. 10km para chegar exatamente onde nosso amigo, Patrola, pararia (as 17h!) e nos levaria até Itajaí, há alguns minutos de Palhoça (o nosso primeiro destino oficial).

O Caio, que estava esperando só sua amiga conseguir uma carona, decidiu seguir junto – apenas com a roupa no corpo e toda a tranquilidade na cara. O Patrola, como é conhecido, foi o primeiro – de muitos caminhoneiros amigos – e o mais marcante; não por dar início, de fato, à nossa jornada, mas por ser tão buena onda com a gente. Conexão forte. Histórias, risadas, gasolina, piadas, parada pra comer, soneca, experiências e compartilhamento de conhecimento. Ufa! Depois de muitas horas e uma nova grande amizade, ainda de madrugada, chegamos na rodoviária de Itajaí.

O casal decidiu seguir direto pra Floripa. Eu e o John paramos ali, na primeira noite e na primeira cama dessa aventura: o chão gelado daquele terminal. Nossa casa por uma noite. Esperando, cansados e queimados de sol, o dia amanhecer para seguir em frente.

[relato] Parque da Cantareira

“Localizado ao lado do Horto Florestal, o Parque da Cantareira possui uma das maiores áreas de mata tropical nativa do mundo situada dentro de uma região metropolitana. Seus 7.900 hectares são formados por remanescentes de mata atlântica (www.ambiente.sp.gov.br). O parque assegura a proteção de seus mananciais, além de abrigar diversas espécies animais ameaçadas de extinção, como o bugio, o gato-do-mato, a jaguatirica, o macuco, o gavião-pomba, o jacuguaçu e o bacurau-tesoura-grande. Também possui diversas espécies vegetais, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como a imbuia, a canela-preta e a canela-sassafrás.” (Portal do Governo de São Paulo)

No mês de agosto de 2013, eu e mais dois amigos fizemos a trilha que dá acesso ao Núcleo da Pedra Grande, no Parque da Cantareira. Lá de cima, é possível ver SP de um outro ângulo. Além dessa trilha – asfaltada e que fizemos em 1h / 1h30   existem outras por lá. Depois de chegar lá no topo, apreciar a vista e curtir o lugar, caminhamos para outros pedaços do parque, que também são incríveis.

Não é necessário guia e todos os pontos são bem localizados; se seguir o caminho direitinho, você não se perde no mato!

Para chegar lá, fomos até a estação Santana do metrô e pegamos um ônibus (que eu não lembro o nome) para lá – na dúvida, é só perguntar pra algum funcionário da estação que eles te informam direitinho. Descemos no ponto indicado pelo cobrador, caminhamos uns 20 minutos, passamos pelo Horto (que fica ao lado) e chegamos. Para entrar, pagamos R$4,50 (estudantes).

Pra aproveitar bem, é recomendado um dia inteiro para curtir o lugar. Rola de fazer pic-nic por lá =)
A seguir, as fotos!

 

[texto e foto] São Paulo, são muitos.

São Paulos, são Madalenas, são Beneditos, são Marias.
São muitos.

São meninos, são meninas;
São um, são dois, são três.
São muitos.

São brancos, são negros, são amarelos, os pardos.
São misturas.

São Ibirapueras, Tucuruvis, Jabaquaras, são Armênias.
São indígenas, são brasileiros, bolivianos, são coreanos.
São muitos.

São paulinos, são corinthianos, palmeirenses.
São o aqui, o agora.

São o mundo.

São Augustas, são Marias, são Tiradentes, são histórias.
São parques, cafés, museus, são memórias.

São Paulo.

São bares, ares, mares.
Rotinas, correrias, dia a dia.
São ricos, pobres; tão nobres.

São campos, são areias, são lagos.
São sóis, são chuvas, são ventos.

São Paulo.

Liberdade, Paraíso ou Consolação?
São escolhas.

São Paulos, são Anas, Santanas, os Júlios.
São muitos.

Sensações, sentimentos.
São Paulo. É amor.