[fotos] Nova Friburgo-RJ

Foram 8 dias em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, na casa da mãe de André, companheiro de mochilão. Boas conversas, comida feita com carinho, ambiente familiar, galinha, boi, pato e algumas lágrimas ao partir. E abaixo, alguns registros. Continue reading “[fotos] Nova Friburgo-RJ”

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[fotos e texto] Conexão Itália x Brasil

para escutar enquanto lê: dead can dance – opium


Casa do italiano Andrea, Arrail D’ajuda/Bahia – Maio/2015

Era sexta-feira. Atípica, de dia ensolarado e noite fresca iluminada pelas estrelas.
Dentro de casa, a lamparina de luz quente clareava o ambiente e a conversa. Continue reading “[fotos e texto] Conexão Itália x Brasil”

[texto] Bem-vindos à Sergipe!

Para escutar antes ou depois de ler.


Posto Reforço 2, Umbauba/Sergipe – Junho/2015

O dia anterior não foi dos melhores; foram quase 8h sem sucesso debaixo de sol tentando avançar alguns quilômetros. Pelo menos a noite acampados no gramado no fundo do posto foi suficiente para acordarmos mais empolgados e otimistas nessa manhã nublada de sábado. Continue reading “[texto] Bem-vindos à Sergipe!”

[relato] Quanto?

Desculpa a pergunta, mas quanto você levou? Como você faz pra viajar tanto se não trabalha? Sua mãe envia dinheiro pra você?

Antes, durante e depois, essas e outras perguntas relacionadas a como eu mantinha meu mochilão, eram frequentes. Viajar dois meses pela América? Se engana quem pensa que sou ryca (com y pra dar ênfase). Afinal, durante alguns anos eu trabalhei, paguei contas em casa e ainda sobrava grana pra guardar no potinho “Mochilão”. E eu era estagiária, não dá nem pra falar que eu ganhava bem. Continue reading “[relato] Quanto?”

[relato] Primeiros passos por esse Chão da América..

Depois de uma noite mal dormida, despertei bem cedo – ainda escuro – pra finalmente me despedir de todas.
Era a única coisa que eu deveria fazer, já que a mochila estava preparada há dias e não faltava nada, além da já recém saudade de casa.

A minha irmã foi a primeira, mas ainda estava dormindo. Foi um abraço na beira da cama, ela com os olhos meio fechados. Depois a mamy. “Cuidado” “Juízo” e um “Se não for o que você esperava, volta” – aí a garganta fechou e eu decidi não enrolar mais. Parti. Parti pra viagem mais longa e louca que já planejei, que deixou a véia de cabelos brancos e coração apertado. Eu sei, mas ela sabe também que a gente cresce e quer voar. E eu voei. Voei com a minha amiga, que durmira em casa, pro ponto de ônibus. E com ela a despedida foi menos apertada, estávamos acostumadas a ficar tempos sem nos ver.

Pronto. E ali eu estava: sozinha, sem compromissos, sem ordens. LIVRE. Dali pra frente, eu, minha mochila e o Jonas, meu companheiro de viagem que encontraria na rodoviária do Tietê, em São Paulo, pertinho de casa. Dentro de mim, uma calmaria. Nenhuma ansiedade, medo, saudade, arrependimento..nada. E assim segui até encontrar o J, porque ali, com mapa na mão e sorriso grandão, me enchi de expectativas pra viagem! Pegamos nossas mochilas, entramos no metrô e seguimos até alguma estação de trem em Osasco, onde descemos, pegamos outro ônibus e chegamos na rodovia. Foram quase R$7 até chegar à minha primeira rodovia, erguer pela primeira vez o dedão e esperar. Quando chegaria a primeira carona? 

Caminhamos, fizemos umas plaquinhas: “SC” “Sul” e, a melhor de todas, “E se fosse Jesus?”. Mas ninguém parou. Andamos, paramos, bebemos água, sofremos com o sol. Comemos. Encontramos um casal: a menina, Naara, ia para o mesmo lado que a gente; o Caio só estava acompanhando-a até conseguir carona. E seguimos juntos. Caminhamos, sofremos com o sol. Suamos e escutamos várias vezes “Próximo posto” “Mais uns 2km”. E nessa brincadeira, acho que caminhamos uns 10km. 10km para chegar exatamente onde nosso amigo, Patrola, pararia (as 17h!) e nos levaria até Itajaí, há alguns minutos de Palhoça (o nosso primeiro destino oficial).

O Caio, que estava esperando só sua amiga conseguir uma carona, decidiu seguir junto – apenas com a roupa no corpo e toda a tranquilidade na cara. O Patrola, como é conhecido, foi o primeiro – de muitos caminhoneiros amigos – e o mais marcante; não por dar início, de fato, à nossa jornada, mas por ser tão buena onda com a gente. Conexão forte. Histórias, risadas, gasolina, piadas, parada pra comer, soneca, experiências e compartilhamento de conhecimento. Ufa! Depois de muitas horas e uma nova grande amizade, ainda de madrugada, chegamos na rodoviária de Itajaí.

O casal decidiu seguir direto pra Floripa. Eu e o John paramos ali, na primeira noite e na primeira cama dessa aventura: o chão gelado daquele terminal. Nossa casa por uma noite. Esperando, cansados e queimados de sol, o dia amanhecer para seguir em frente.

[dicas] Como voltou a mochila?

Ufa! Voltei pra casa, mas não só eu voltei diferente – minha mochila também.
Depois de comer aquele belo prato de arroz e feijão, a primeira coisa foi desfazê-la e relembrar os vários bons momentos a cada peça que tirava dali. Além disso, também trouxe nas costas uns truques para a vida (na estrada ou não) e coisas desnecessárias que levei e que não consegui deixar pelo caminho. Ah! Mas também senti falta de algumas coisas e que certamente levarei para a próxima aventura.

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