[relato] Parque Nacional do Itatiaia – Parte Alta

Em fevereiro/2018, eu e meu companheiro decidimos ir ao Parque Nacional do Itatiaia. Encontramos muitas informações na internet, mas sentimos falta de outras. Por isso, segue relato para auxiliar quem deseja conhecer o Parque e suas atrações.

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[fotos] Aldeia Tekoa Ytu/SP

Fotos recheadas de muito amor, inocência, resistência e luta dos índios da aldeia Tekoa Ytu de São Paulo. Vivem assim, em uma parte bem pertinho de uma natureza que não é a ideal a eles, dentro da cidade grande. Ao lado do Parque Jaraguá, resiste esse pequeno espaço cheio de cultura e força. Continue reading “[fotos] Aldeia Tekoa Ytu/SP”

[texto] Conexão

Pedro é um garoto de 12 anos que, como eu (22), ama voar; quer ser piloto e, numa conexão SP x Brasília, me deu uma aula de termos técnicos aeronáuticos, talvez culpa do simulador de vôo que ele tem em casa. Hoje ele quer ser piloto, mas “ate ontem queria ser cientista”, reclamou a mãe. “Tudo bem..eu também não sei até hoje o que quero ser e minha mãe também reclama”, retruquei rindo. Continue reading “[texto] Conexão”

[relato] Paranapiacaba/SP

Olá pessoal!

Paranapiacaba é uma pequena vila que pertence ao distrito de Santo André e é uma ótima opção para os paulistas que querem fugir pra natureza, mas sem ir muito longe. Continue reading “[relato] Paranapiacaba/SP”

[relato] Primeiros passos por esse Chão da América..

Depois de uma noite mal dormida, despertei bem cedo – ainda escuro – pra finalmente me despedir de todas.
Era a única coisa que eu deveria fazer, já que a mochila estava preparada há dias e não faltava nada, além da já recém saudade de casa.

A minha irmã foi a primeira, mas ainda estava dormindo. Foi um abraço na beira da cama, ela com os olhos meio fechados. Depois a mamy. “Cuidado” “Juízo” e um “Se não for o que você esperava, volta” – aí a garganta fechou e eu decidi não enrolar mais. Parti. Parti pra viagem mais longa e louca que já planejei, que deixou a véia de cabelos brancos e coração apertado. Eu sei, mas ela sabe também que a gente cresce e quer voar. E eu voei. Voei com a minha amiga, que durmira em casa, pro ponto de ônibus. E com ela a despedida foi menos apertada, estávamos acostumadas a ficar tempos sem nos ver.

Pronto. E ali eu estava: sozinha, sem compromissos, sem ordens. LIVRE. Dali pra frente, eu, minha mochila e o Jonas, meu companheiro de viagem que encontraria na rodoviária do Tietê, em São Paulo, pertinho de casa. Dentro de mim, uma calmaria. Nenhuma ansiedade, medo, saudade, arrependimento..nada. E assim segui até encontrar o J, porque ali, com mapa na mão e sorriso grandão, me enchi de expectativas pra viagem! Pegamos nossas mochilas, entramos no metrô e seguimos até alguma estação de trem em Osasco, onde descemos, pegamos outro ônibus e chegamos na rodovia. Foram quase R$7 até chegar à minha primeira rodovia, erguer pela primeira vez o dedão e esperar. Quando chegaria a primeira carona? 

Caminhamos, fizemos umas plaquinhas: “SC” “Sul” e, a melhor de todas, “E se fosse Jesus?”. Mas ninguém parou. Andamos, paramos, bebemos água, sofremos com o sol. Comemos. Encontramos um casal: a menina, Naara, ia para o mesmo lado que a gente; o Caio só estava acompanhando-a até conseguir carona. E seguimos juntos. Caminhamos, sofremos com o sol. Suamos e escutamos várias vezes “Próximo posto” “Mais uns 2km”. E nessa brincadeira, acho que caminhamos uns 10km. 10km para chegar exatamente onde nosso amigo, Patrola, pararia (as 17h!) e nos levaria até Itajaí, há alguns minutos de Palhoça (o nosso primeiro destino oficial).

O Caio, que estava esperando só sua amiga conseguir uma carona, decidiu seguir junto – apenas com a roupa no corpo e toda a tranquilidade na cara. O Patrola, como é conhecido, foi o primeiro – de muitos caminhoneiros amigos – e o mais marcante; não por dar início, de fato, à nossa jornada, mas por ser tão buena onda com a gente. Conexão forte. Histórias, risadas, gasolina, piadas, parada pra comer, soneca, experiências e compartilhamento de conhecimento. Ufa! Depois de muitas horas e uma nova grande amizade, ainda de madrugada, chegamos na rodoviária de Itajaí.

O casal decidiu seguir direto pra Floripa. Eu e o John paramos ali, na primeira noite e na primeira cama dessa aventura: o chão gelado daquele terminal. Nossa casa por uma noite. Esperando, cansados e queimados de sol, o dia amanhecer para seguir em frente.